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Há seis meses, um homem de 58 anos sofreu um acidente vascular cerebral isquêmico no hemisfério esquerdo. Atualmente, deambula com supervisão e apresenta marcha hemiparética à direita, com redução da velocidade, assimetria dos passos, menor tempo de apoio no membro inferior direito e diminuição da elevação do antepé, acompanhada de leve inversão durante o balanço.
Observam-se um discreto aumento do tônus dos flexores plantares e inversores, fraqueza dos dorsiflexores e eversores e dificuldade para manter a cadência constante. Encontra-se clinicamente estável e consegue percorrer 10 metros com supervisão, sem colapso do joelho ou perda importante do equilíbrio. Não há dor nem limitação articular importante.
Sobre a recuperação da marcha neste caso, assinale a opção que indica o plano inicial mais coerente com as recomendações atuais.
Priorizar o treinamento em esteira com suporte parcial de peso para aumentar repetições e simetria, adiando o início do treinamento em solo para quando a melhora da cadência da marcha e da elevação ativa do antepé sejam observadas.
Concentrar a fase inicial do tratamento no ganho do controle seletivo dos músculos dorsiflexores e eversores, aumentando o volume de prática da marcha depois de ser observada a melhora do posicionamento do tornozelo durante a fase de balanço.
Realizar o treinamento repetitivo e progressivo da marcha em solo, depois em esteira, conforme a tolerância do paciente; melhorar a força e a mobilidade das estruturas do tornozelo; e testar a segurança e o desempenho da marcha do paciente utilizando órtese tornozelo-pé e/ou estimulação elétrica funcional.
Associar o treinamento da marcha e o uso de pistas rítmicas ao tratamento focal da hipertonia, indicando toxina botulínica antes de testar a segurança e o desempenho da marcha do paciente utilizando órtese tornozelo-pé e/ou estimulação elétrica funcional, devido à inversão observada durante o balanço.
Realizar o treinamento da marcha em solo; melhorar a força e a mobilidade das estruturas do tornozelo; e testar a segurança e o desempenho da marcha do paciente utilizando órtese tornozelo-pé e/ou estimulação elétrica funcional depois de um período inicial de recuperação ativa dos dorsiflexores.