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Uma paciente de 59 anos, oito semanas após um AVC, conseguiu estender parcialmente o cotovelo quando o tronco foi estabilizado. Porém, para alcançar um copo, realizou uma grande flexão do tronco e reduziu o movimento do membro superior afetado. A mão apresentava abertura suficiente para segurar o objeto.
Sobre o caso apresentado, assinale a opção que indica a abordagem adequada para melhorar a qualidade do alcance sem reduzir a independência funcional.
Treinar repetidamente o alcance e a preensão em tarefas funcionais, graduando a distância e a assistência, e limitar seletivamente o excesso de movimento do tronco quando houver capacidade de produzir maior alcance com o membro superior.
Permitir livremente a flexão do tronco em todas as tentativas, pois o sucesso da tarefa demonstra recuperação motora e dispensa análise da estratégia utilizada.
Adiar o treino de preensão até que o paciente realize o alcance com trajetória próxima da normal e sem qualquer participação compensatória do tronco.
Priorizar o controle de ombro e cotovelo em exercícios analíticos, introduzindo tarefas de alcance e preensão apenas após normalização do controle proximal.
Fortalecer intensamente a musculatura envolvida na preensão para recrutar vias reticuloespinais, esperando que esse ganho produza posteriormente individualização dos dedos e melhora espontânea do alcance.