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O traumatismo cranioencefálico (TCE) é uma das principais causas de incapacidade neurológica. O fisioterapeuta atua ativamente no suporte a esses pacientes. Sobre a classificação, a fisiopatologia e as condutas fisioterapêuticas empregadas no TCE, assinale a alternativa correta.
A avaliação da gravidade do TCE pela Escala de Coma de Glasgow classifica como trauma grave os escores situados entre 9 e 12, indicando prognóstico reservado e necessidade de suporte ventilatório por mais de 6 horas.
Na fisiopatologia do TCE, a lesão cerebral secundária ocorre no exato momento do impacto mecânico, caracterizando-se por contusões diretas, enquanto a lesão primária refere-se aos danos de manifestação tardia, como o edema.
Os hematomas peridurais são os achados mais comuns nos exames de imagem pós-TCE, ocorrendo em cerca de 30% dos casos, enquanto os hematomas subdurais são extremamente raros e perfazem apenas 1% dos quadros.
No estágio ambulatorial, a prevenção de contraturas musculoesqueléticas focada no desuso deve priorizar a flexibilidade dos grupos musculares extensores do quadril, extensores do joelho e dorsiflexores do tornozelo, que são os mais propensos a encurtamentos graves.
O tratamento fisioterapêutico no TCE tem como um de seus objetivos primários a preservação da integridade musculoesquelética, devendo o fisioterapeuta atuar na prevenção de encurtamentos dos músculos de maior risco (como flexores de quadril e joelho e flexores plantares) por meio de posicionamento adequado prolongado e mobilização.