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A reabilitação do paciente queimado é um processo contínuo que deve ser iniciado precocemente. O posicionamento adequado e o uso de órteses são fundamentais para evitar sequelas motoras severas.
Com base na patomecânica das contraturas por queimadura e nos protocolos de posicionamento anticontratura, assinale a alternativa correta.
Em queimaduras na região cervical anterior, a contratura esperada é a de extensão do pescoço; portanto, o paciente deve ser posicionado com um travesseiro alto atrás da cabeça para manter a flexão cervical contínua.
Nas queimaduras do dorso da mão, a tendência de contratura envolve a hiperextensão das articulações metacarpofalangeanas e a flexão das interfalangeanas, devendo a órtese anticontratura manter o punho estendido, as metacarpofalangeanas fletidas (60 a 70 graus) e as interfalangeanas em extensão.
A posição de conforto adotada pelo paciente queimado costuma ser a de extensão articular, uma vez que a musculatura extensora é anatomicamente mais forte que a flexora, exigindo o posicionamento terapêutico em flexão máxima.
Para as queimaduras acometendo a região axilar, a contratura típica limita a adução do ombro; assim, a posição anticontratura preconizada no leito é manter os membros superiores em adução estrita e rotação interna, junto ao tronco.
O uso de órteses e o posicionamento anticontratura só devem ser iniciados na fase de reabilitação ambulatorial, após a cicatrização completa dos enxertos de pele, para evitar a ruptura dos tecidos recém-formados.