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O fisioterapeuta deve compreender as mudanças do corpo gravídico para prescrever exercícios seguros e tratar as disfunções musculoesqueléticas. Sobre as alterações na gestação e a conduta fisioterapêutica, assinale a alternativa correta.
O crescimento do útero gravídico desloca o centro de gravidade da mulher para trás, o que gera uma compensação biomecânica caracterizada pela retificação da coluna lombar e diminuição da base de sustentação durante a marcha.
A hidroterapia é contraindicada para gestantes que apresentam edema nos membros inferiores, pois a pressão hidrostática da água dificulta o retorno venoso, exacerbando o inchaço e o risco de trombose.
A partir da vigésima semana gestacional, a prática de exercícios por períodos prolongados em decúbito dorsal deve ser evitada, pois o peso do útero pode comprimir a veia cava inferior, diminuindo o retorno venoso e causando a síndrome da hipotensão supina.
O hormônio relaxina atinge seu pico de secreção exclusivamente no primeiro trimestre de gestação, o que torna as articulações pélvicas rígidas no terceiro trimestre, exigindo do fisioterapeuta a aplicação de alongamentos de alta intensidade nas semanas finais.
A incontinência urinária de esforço é comum na gestação, e seu tratamento fisioterapêutico padrão-ouro durante esse período inclui a associação do treinamento dos músculos do assoalho pélvico com a eletroestimulação intravaginal.