Questões de Concurso sobre Fisioterapia em Ginecologia e Obstetrícia

 
 
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A fisioterapia pélvica desempenha papel importante no tratamento das disfunções do assoalho pélvico. Entre os objetivos do treinamento dessa musculatura está:


A

Reduzir a capacidade de contração muscular para diminuir a pressão intra-abdominal.


B

Fortalecer e melhorar o controle muscular contribuindo para continência urinária e fecal.


C

Impedir o movimento muscular durante esforços físicos.


D

Substituir completamente tratamentos médicos quando indicados.

Uma paciente puérpera em pós-parto cesárea de quarenta e oito horas relata desconforto perineal e dificuldade para deambular. A fisioterapeuta opta por iniciar conduta voltada à recuperação funcional precoce. Assinale a conduta CORRETA para essa fase do puerpério imediato.


A

Orientação postural e exercícios respiratórios diafragmáticos associados à mobilização precoce assistida.


B

Fortalecimento resistido da musculatura abdominal e exercícios de impacto controlado associados ao condicionamento físico inicial.


C

Reeducação funcional com exercícios de alta intensidade e atividades de mudança rápida de direção associadas ao ganho de desempenho motor.


D

Condicionamento cardiorrespiratório com exercícios aeróbicos vigorosos e treinamento de resistência muscular associado à recuperação da capacidade física.


E

Treinamento de potência muscular dos membros inferiores e exercícios pliométricos associados à progressão funcional supervisionada.

Uma mulher de 38 anos, G3P3, procura atendimento 4 meses após parto vaginal com episiotomia. Relata perda involuntária de urina aos esforços, principalmente ao tossir e ao carregar peso, além de sensação de "peso vaginal" ao final do dia. Refere também dispareunia leve e diminuição da satisfação sexual. Ao exame, observa-se: força de assoalho pélvico grau Z na Escala de Oxford modificada, endurance de 4 segundos, com fadiga precoce. O teste de esforço para incontinência urinária é positivo. Na avaliação funcional, foram aplicados os questionários ICIQ-UI SF (escore 14) e PFDI-20 (elevado impacto sintomático). A avaliação sugere disfunção do assoalho pélvico com provável associação de incontinência urinária de esforço e início de prolapso de órgãos pélvicos. Considerando o quadro apresentado, assinale a alternativa que contém a conduta fisioterapêutica MAIS adequada e completa para esse caso.


A

Priorizar exercícios abdominais globais e suspensão de treino de assoalho pélvico até a melhora dos sintomas, associando à orientação postural.


B

Considerar o uso de cones vaginais como primeira linha de tratamento, devido à sua eficácia comprovada independentemente da adesão ao treinamento muscular.


C

Priorizar o fortalecimento global da musculatura abdominal profunda com foco no transverso do abdome, associando contrações involuntárias do assoalho pélvico durante atividades funcionais.


D

Iniciar o programa de reabilitação do assoalho pélvico com treinamento muscular progressivo, biofeed-back, eletroestimulação funcional, se necessário, educação miccional, além de reavaliação periódica com escalas funcionais (ICIQ-UI SF, PFDI-20) e progressão para exercícios de coordenação e resistência.

Em fisioterapia uroginecológica, mulher com incontinência urinária de esforço é orientada a realizar exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico; indique a estrutura alvo principal:


A

Músculo diafragma torácico.


B

Músculos paravertebrais lombares.


C

Músculo levantador do ânus e músculos do assoalho pélvico.


D

Músculo esternocleidomastoideo.


E

Músculos intrínsecos da mão.

A LEI FEDERAL Nº 8.080, DE 19 DE SETEMBRO DE 1990, dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. No caput do Art. 19-J, DO caput SUBSISTEMA DE ACOMPANHAMENTO À MULHER NOS SERVIÇOS DE SAÚDE, é CORRETO afirmar que:


A

em consultas, exames e procedimentos realizados em unidades de saúde públicas ou privadas, toda mulher tem o direito de fazer-se acompanhar por pessoa menor de idade, durante todo o período do atendimento, independentemente de notificação prévia.


B

no caso de atendimento que envolva qualquer tipo de sedação ou rebaixamento do nível de consciência, caso a paciente não indique acompanhante, a unidade de saúde responsável pelo atendimento indicara pessoa para acompanhá-lá, preferencialmente profissional de saúde do sexo feminino, sem custo adicional para a paciente.


C

em casos de urgência e emergência, os profissionais de saúde só ficam autorizados a agir na proteção e defesa da saúde e da vida da paciente quando autorizados pelo acompanhante.


D

no caso de atendimento que envolva qualquer tipo de sedação ou rebaixamento do nível de consciência, a paciente não poderá recusar o nome indicado pela unidade de saúde para acompanhá-la.


E

no caso de atendimento realizado em centro cirúrgico ou Unidade de Terapia Intensiva com restrições relacionadas à segurança ou à saúde dos pacientes, devidamente justificadas pelo corpo clínico, somente será admitido acompanhante que seja parente da paciente.

Uma mulher de 40 anos refere perda urinária ao tossir, espirrar e durante atividades físicas. Após avaliação fisioterapêutica identifica-se fraqueza da musculatura do assoalho pélvico compatível com quadro de incontinência urinária de esforço. Assinale a alternativa que indica qual abordagem terapêutica apresenta maior evidência científica para o tratamento dessa condição.


A

Treinamento vesical exclusivo.


B

Exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico com progressão funcional.


C

Eletroestimulação isolada sem participação ativa.


D

Repouso pélvico prolongado.


E

Uso exclusivo de medicamentos.

A área em ginecologia e obstetrícia, apesar de ser nova, tem grande importância para a atuação do fisioterapeuta. Entre vários recursos fisioterapêuticos utilizados, destaca-se os cones vaginais, que tem como característica e objetivo:


A

Possuir pesos iguais que ajudam no alongamento do canal vaginal.


B

Possuir pesos diferenciados que ajudam no fortalecimento do assoalho pélvico.


C

Possuir pesos iguais que ajudam no fortalecimento do assoalho pélvico.


D

Possuir pesos diferentes que ajudam no alongamento do canal vaginal.


E

Possuir pesos e material diferente que ajudam no fortalecimento do assoalho pélvico com base na eletroterapia.

A palpação digital dos Músculos do Assoalho Pélvico (MAP) constitui etapa fundamental da avaliação fisioterapêutica em uroginecologia, permitindo a identificação de alterações estruturais e funcionais relacionadas aos sintomas pélvicos.


Considerando os princípios técnicos e clínicos da palpação digital, é CORRETO afirmar que:


A

a palpação digital é método amplamente reprodutível entre diferentes examinadores, sendo recomendada a alternância de profissionais no acompanhamento pré e pós-tratamento.


B

a palpação digital requer obrigatoriamente o uso de luvas estéreis, visto que a cavidade vaginal não apresenta flora bacteriana própria, sendo considerada região estéril.


C

na avaliação do tônus muscular dos MAP, o fisioterapeuta deve estar atento à presença de hipotonicidade devido à redução do tônus muscular, que pode estar associada ao aumento da ativação contrátil e/ou da rigidez passiva dos MAPou hipertonicidade, devido ao aumento do tônus muscular, que, por sua vez, pode estar associado à diminuição da ativação contrátil e/ou da rigidez passiva dos MAP.


D

a avaliação dos prolapsos dos órgãos pélvicos pela palpação digital é realizada com a paciente em contração voluntária máxima dos MAP, não podendo ser realizada a manobra de Valsalva.


E

a palpação digital deve ser realizada com introdução dos dedos indicador e/ou médio até a falange média (aproximadamente 4 a 6 cm do introito vaginal), com uso de gel lubrificante à base de água, podendo ser uni ou bidigital, de acordo com o tamanho da cavidade vaginal e critério do fisioterapeuta.

A gestante se encontra em um momento de intensas mudanças musculoesqueléticas, fisiológicas e emocionais. No terceiro trimestre queixas comuns são eliminação frequente de urina, dor lombar, edema e fadiga nas pernas, dor no ligamento redondo, falta de ar e constipação. Alguns cuidados durante o exercício devem ser tomados quando o fisioterapeuta atende uma gestante. Assinale a alternativa INCORRETA.


A

Se recomenda exercícios leves e moderados, o exercício materno submáximo breve (até 70% da potência aeróbia materna) não tem efeitos adversos sobre a frequência cardíaca fetal (FCF), no entanto, é mais apropriado usar a escala de Borg de percepção de esforço entre 12 e 14.


B

Na gestante o centro de gravidade é desviado para cima e para frente por causa do aumento do útero e das mamas, isso exige compensações posturais para manter o equilíbrio e a estabilidade.


C

A diástase do músculo reto abdominal pode ocorrer na gestação como resultado de efeitos hormonais sobre o tecido conjuntivo e as mudanças biomecânicas próprias da condição.


D

A compressão da veia cava inferior pelo útero, pode levar a uma obstrução do retorno venoso, não alterando débito cardíaco e causando hipotensão postural.

No puerpério imediato, a puérpera pode realizar a ativação da musculatura abdominal por meio de qual tipo de exercício?


A

Contração abdominal concêntrica com retroversão da pelve.


B

Contração abdominal concêntrica leve.


C

Contração abdominal isométrica leve.


D

Contração abdominal isométrica forte.


E

Contração abdominal concêntrica com elevação do tronco.

Mulher, 50 anos, há 2 anos apresenta dor pélvica crônica. Após consulta com a ginecologista, foi encaminhada à fisioterapia. Após a avaliação fisioterapêutica, foi indicado o uso de corrente elétrica como um dos recursos para o alívio da dor.


A corrente indicada para esse caso é de baixa frequência até


A

100 Hz.


B

60 Hz.


C

40 Hz.


D

20 Hz.


E

80 Hz.

A incontinência urinária (IU) é uma disfunção comum que afeta a qualidade de vida, sendo a fisioterapia pélvica a primeira linha de tratamento conservador. Sobre os tipos de IU e a abordagem fisioterapêutica, analise as afirmativas a seguir.


I.A Incontinência Urinária de Esforço (IUE) ocorre quando a pressão intravesical excede a pressão de fechamento uretral durante atividades que aumentam a pressão intra-abdominal (tosse, espirro), sem contração do detrusor.

II.O treinamento dos Músculos do Assoalho Pélvico (MAP) visa aumentar a força, a resistência e a coordenação, promovendo hipertrofia e melhorando o mecanismo de fechamento uretral.

III.A Incontinência Urinária de Urgência (IUU) é caracterizada pela perda involuntária de urina acompanhada ou imediatamente precedida por urgência, geralmente associada à hiperatividade do detrusor.

IV.Os cones vaginais são utilizados exclusivamente para avaliação da sensibilidade vaginal, não tendo utilidade terapêutica no ganho de força muscular.


Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS:


A

I, III e IV.


B

II, III e IV.


C

I e IV.


D

I, II e III.


E

II e III.

A incontinência urinária é uma disfunção comum entre mulheres, especialmente em idosas e naquelas com excesso de peso, podendo comprometer a qualidade de vida e a participação em atividades sociais e laborais. Entre as abordagens fisioterapêuticas recomendadas, destacam‑se as técnicas voltadas ao fortalecimento muscular e ao aprimoramento do controle esfincteriano. Considerando essas informações e as intervenções com maior evidência científica para o manejo dessa condição, assinale a opção que apresenta o tratamento adequado.


A

exercícios para bexiga e agachamento


B

exercícios abdominais e uso do ultrassom


C

infravermelho e kinesio taping


D

acupuntura e pilates


E

exercícios para o assoalho pélvico e uso de eletroestimulação

A assistência fisioterapêutica à saúde da mulher abrange o cuidado no pré-natal, pré-parto, puerpério, aleitamento materno e disfunções do assoalho pélvico, como a incontinência urinária. Considerando esses aspectos, analise os itens a seguir:


I. A avaliação fisioterapêutica no pré-natal deve considerar alterações posturais, respiratórias e musculoesqueléticas decorrentes da gestação.

II. Exercícios físicos durante a gestação são contraindicados na maioria dos casos, devendo ser evitados para prevenir complicações materno-fetais.

III. A cinesioterapia no pré-parto pode contribuir para o preparo muscular, melhora da mobilidade pélvica e auxílio no trabalho de parto.

IV. No puerpério, a fisioterapia pode atuar na recuperação da musculatura abdominal e do assoalho pélvico, além da prevenção de disfunções.

V. A assistência fisioterapêutica no aleitamento materno inclui orientações posturais, prevenção de dor lombar e de fissuras mamilares.

VI. A incontinência urinária de esforço está relacionada ao aumento da pressão intra-abdominal associada à fraqueza do assoalho pélvico.

VII. A avaliação fisioterapêutica da incontinência urinária baseia-se exclusivamente em exames laboratoriais, não sendo necessário exame físico funcional.

VIII. O treinamento dos músculos do assoalho pélvico (exercícios de Kegel) é uma das principais abordagens fisioterapêuticas no tratamento da incontinência urinária.


Assinale a opção CORRETA:


A

Apenas I, III, IV, V, VI e VIII estão corretas.


B

Apenas I, II, III, V e VIII estão corretas.


C

Apenas II, IV, VI, VII e VIII estão corretas.


D

Apenas I, III, V, VI e VII estão corretas.

A Fisioterapia na Saúde da Mulher utiliza diferentes recursos físicos terapêuticos e técnicas de neuromodulação no manejo das disfunções, capazes de promover efeitos biológicos e fisiológicos nos tecidos, favorecendo o processo de reabilitação. Considerando as evidências científicas e as indicações clínicas desses recursos na prática fisioterapêutica, analise as assertivas a seguir.


- A Fisioterapia, com sua diversidade de técnicas e recursos, é considerada a escolha de primeira linha de tratamento da incontinência urinária de urgência, podendo ser utilizadas como modalidades terapêuticas: eletroacupuntura, treinamentos dos músculos do assoalho pélvico com uso de biofeedback eletromiográfico, eletroestimulação e neuromodulação com eletroterapia.

II- Diversas formas de aplicação de recursos físicos elétricos têm sido indicadas como intervenção para dor pélvica crônica, entre elas: estimulação elétrica transcutânea, eletroestimulação do nervo tibial, eletroacupuntura, eletroestimulação parassacral, estimulação do nervo pudendo e estimulação craniana.

III- A Eletroestimulação Nervosa Transcutânea de nervos periféricos está contraindicada no tratamento da hiperatividade neurogênica do detrusor, pois leva frequentemente à retenção urinária, apesar de apresentar a vantagem de poder, simultaneamente, tratar distúrbios intestinais.

IV- No tratamento da dor perineal após o trauma vaginal, no pós-parto, a indicação de recursos não farmacológicos torna-se compatível com o aleitamento materno. Um recurso comumente utilizado na prática clínica do fisioterapeuta é a Eletroestimulação Nervosa Transcutânea. Tem sido utilizada para alívio da dor perineal, parecendo ser seguro, com baixo custo e bem aceito pelas mulheres.


É CORRETO o que se afirma apenas em:


A

I, III e IV.


B

III.


C

I e II.


D

II e III.


E

I, II e IV.

O assoalho pélvico feminino é um conjunto de músculos, ligamentos e tecidos conectivos que desempenham papéis fundamentais para a saúde da mulher. No que se refere ao profissional fisioterapeuta, este fundamenta sua intervenção no exercício das funções e estruturas anatômicas do assoalho pélvico. Por isso, conhecer as estruturas anatômicas do assoalho pélvico ajuda o profissional fisioterapeuta no diagnóstico, manejo e encaminhamentos apropriados para tratar e prevenir disfunções associadas a essa região. Diante do exposto, analise as assertivas a respeito do assoalho pélvico feminino e assinale a alternativa correta.


I. O assoalho pélvico é uma região anatômica única, formada por músculos, fáscias e ligamentos que formam uma rede de sustentação. Ele fica na base da pelve e consiste em uma estrutura muscular que parece uma espécie de cama elástica. O períneo feminino é a região superficial do assoalho pélvico, situado inferiormente ao diafragma da pelve. Tem um formato de um losango, delimitado anteriormente pela sínfise púbica, anterolateralmente pelos ramos iliopúbicos dos ossos ilíacos, lateralmente pelas tuberosidades isquiáticas, posterolateralmente pelos ligamentos sacrotuberosos e posteriormente pelo cóccix.

II. Os músculos superficiais do assoalho pélvico são o bulboesponjoso, o isquiocavernoso, o esfíncter externo do ânus e os músculos transversos superficiais e profundos do períneo. O bulbocavernoso tem função de constrição da vagina. O isquiocavernoso auxilia na ereção do clitóris, origina-se no ísquio e insere-se na raiz do clitóris. O transverso do períneo, dividido em ramos superficial e profundo, tem função de sustentação do diafragma urogenital. O esfíncter anal é composto por dois músculos, um interno (fibras musculares lisas) de controle involuntário e outro externo (fibras musculares estriadas) de controle voluntário, e é importante para a continência fecal. Os músculos profundos do assoalho pélvico, que revestem as paredes internas da pelve, são o elevador do ânus e o coccígeo, e, junto com a fáscia endopélvica (tecido conjuntivo que liga as vísceras à parede pélvica), constituem o diafragma pélvico. O levantador do ânus é composto por três músculos: o puborretal, o pubococcígeo e o iliococcígeo.

III. A integridade dos músculos do assoalho pélvico (AP) também depende de um fornecimento adequado de sangue, drenagem eficiente de resíduos e uma inervação precisa. Os principais vasos responsáveis pela irrigação do assoalho pélvico são as artérias que derivam da aorta e das artérias internas. A artéria pudenda interna é a principal fonte de irrigação sanguínea para o assoalho pélvico. Ela se origina da artéria ilíaca interna e divide-se em várias ramificações que fornecem sangue aos músculos do assoalho pélvico. A deficiência na irrigação sanguínea pode levar a condições como isquemia muscular, resultando em dor, fraqueza e disfunção do assoalho pélvico. A insuficiência vascular pode ser causada por doenças vasculares ou obstruções.

IV. Os músculos do assoalho pélvico funcionam para apoiar os órgãos pélvicos por meio de contração e relaxamento coordenados como uma unidade. O assoalho pélvico fornece suporte ativo por meio de um estado constante de contração muscular e suporte passivo do tecido conjuntivo circundante e da fáscia. A contração voluntária ocorre quando o paciente consegue contrair os músculos do assoalho pélvico sob demanda e, o relaxamento voluntário ocorre quando o paciente consegue relaxar os músculos do assoalho pélvico conforme necessário, após uma contração. A coordenação dessas ações musculares é essencial para manter a continência urinária e permitir a micção e a defecação em horário e local socialmente aceitáveis. E, a função sexual normal é coordenada pelos músculos do assoalho pélvico, genitália e sistema nervoso autônomo.

V. A inervação dos músculos do assoalho pélvico é importante para a coordenação e controle das funções motoras e sensoriais da pelve. Os músculos do assoalho pélvico recebem inervação por vias somáticas, viscerais e centrais. A inervação da pele da parte inferior do tronco, períneo e região proximal da coxa é mediada pelos nervos íliohipogástrico, ilioinguinal e genitofemoral (L1-L3). A principal fonte de inervação é o plexo sacral, que é formado por ramos dos nervos espinhais S1 a S4. Esses nervos formam um plexo complexo que fornece inervação aos músculos do assoalho pélvico, bem como aos órgãos pélvicos. O nervo pudendo é o principal nervo que inerva os músculos do assoalho pélvico. Ele é responsável pela sensibilidade e controle motor dos músculos perineais e do esfíncter anal externo.


A

Apenas III e V estão corretas.


B

Apenas I, IV e V estão corretas.


C

Apenas II e IV estão corretas.


D

Todas estão corretas.

Acerca da fisiopatologia e da intervenção fisioterapêutica na Incontinência Urinária de Esforço, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:


(__)A incontinência de esforço caracteriza-se pela perda involuntária de urina durante atividades que aumentam a pressão intra-abdominal, como tossir ou saltar.

(__)O fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico por meio dos exercícios de Kegel visa aumentar a pressão de fechamento uretral durante o esforço.

(__)A obesidade e a multiparidade são fatores de risco que contribuem para a fraqueza das fáscias e ligamentos que sustentam o colo vesical em mulheres.

(__)O biofeedback é uma ferramenta contraindicada para pacientes que não conseguem realizar a contração voluntária isolada da musculatura perineal.

(__)A eletroestimulação intravaginal com baixa frequência é utilizada para inibir as contrações involuntárias do músculo detrusor na bexiga hiperativa.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:


A

F, V, F, V, V.


B

V, F, V, V, F.


C

F, F, V, V, V.


D

V, V, V, F, V.


E

V, V, F, F, F.

Na avaliação musculoesquelética de uma paciente com disfunções na musculatura do assoalho pélvico, o fisioterapeuta detecta que essa musculatura está hipoativa.


Durante a consulta, o profissional identificou fatores de risco para a situação encontrada, como:


1. Parto vaginal, gravidez.

2. Tosse crônica ou persistente.

3. Índice de massa corporal alto e medida de cintura aumentada.

4. Cirurgia pélvica. 5. História de fissuras ou fístulas coexistentes.


Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.


A

São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.


B

São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 5.


C

São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 5.


D

São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.


E

São corretas apenas as afirmativas 2, 4 e 5.

Considerando o manejo conservador da incontinência urinária de esforço ou mista em mulheres, assinale a alternativa correta sobre a intervenção fisioterapêutica de primeira linha.


A

O treino vesical antecede o trabalho dos músculos do assoalho pélvico, e o fortalecimento específico entra quando o quadro passa a persistir.


B

A eletroestimulação perineal ocupa a primeira linha quando a mulher já reconhece a contração, porque amplia a resposta funcional inicial do tratamento.


C

A orientação escrita pode abrir o cuidado conservador, e a supervisão profissional entra quando a resposta clínica permanece limitada depois de meses.


D

O treino supervisionado dos músculos do assoalho pélvico por pelo menos três meses ocupa a primeira linha na incontinência de esforço ou mista.


E

A perineometria ou a eletromiografia entram rotineiramente para potencializar o efeito do exercício, mesmo quando a contração já está bem identificada.

A atuação fisioterapêutica durante a gestação visa mitigar as adaptações biomecânicas e hormonais que predispõem a disfunções musculoesqueléticas. Assinale a alternativa correta.


A

A diástase dos músculos retos abdominais é considerada patológica quando a separação entre as bordas mediais supera 1,5 centímetros em qualquer ponto da linha alba.


B

A manobra de Valsalva é recomendada durante os exercícios de fortalecimento do assoalho pélvico na gestante para aumentar a pressão intra-abdominal e favorecer a co-contração do transverso.


C

A síndrome hipotensiva supina ocorre devido à compressão da veia cava inferior pelo útero gravídico, reduzindo o débito cardíaco e podendo ser evitada pelo posicionamento em decúbito lateral esquerdo.


D

O hormônio relaxina promove o aumento da rigidez do colágeno nas sínfises púbicas para preparar o canal de parto, o que explica a redução da mobilidade pélvica no terceiro trimestre.

 
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