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A inserção do fisioterapeuta nos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST) reflete uma ampliação do seu campo de atuação no âmbito da vigilância dentro do SUS. Diante das limitações do modelo tradicional para responder às demandas da Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, o desenvolvimento de ações de saúde exige que esse profissional passe a:
Evitar mudanças nas estruturas curriculares dos cursos de graduação, mantendo a formação acadêmica focada exclusivamente no diagnóstico cinético-funcional isolado.
Restringir sua atuação técnica ao ambiente clínico-ambulatorial, desconsiderando o perfil epidemiológico de adoecimento e as condições de risco coletivas dos trabalhadores.
Agregar novos saberes oriundos da epidemiologia e das ciências sociais para subsidiar a compreensão da distribuição das doenças e a contextualização da realidade histórico-social na determinação do risco.
Substituir as ações de prevenção e promoção da saúde por intervenções baseadas estritamente nos fatores religiosos e culturais do processo saúde-doença de forma fragmentada.
Ignorar a abrangência de suas habilidades na vigilância epidemiológica, concentrando as tomadas de decisão apenas na magnitude biológica individual do dano já instalado.