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A realidade de uma população em constante envelhecimento é cada vez mais palpável, tanto no contexto dos países desenvolvidos quanto em desenvolvimento. A velhice não é sinal de doença, mas a maior expectativa de vida pode vir acompanhada de maior número de doenças crônicas e, dentre elas, está o acidente vascular encefálico (AVE). Este por sua vez, pode ser definido como a redução ou a interrupção completa da circulação sanguínea em determinada região tecidual encefálica gerando comprometimento motor e sensitivo que reflete o local, extensão e duração da lesão. Diante dessa afirmativa, são características clínicas do acidente vascular encefálico (AVE), exceto:
no momento da lesão alguns sinais e sintomas são característicos: desvio da rima labial, cefaleia, vertigem, rebaixamento do nível de consciência, alteração visual, convulsão, disartria, paresia, parestesia, desvio do olhar, náuseas, vômitos, agitação psicomotora, ptose palpebral e/ou dispneia.
hipotonia na fase aguda e hipertonia na crônica; hiperreflexia tendinosa; presença do reflexo cutâneo-plantar (Babinski); hipometria ou hipermetria; alteração do nível de consciência, campo visual, julgamento e planejamento.
há algumas complicações secundárias que o paciente que teve acidente vascular encefálico (AVE) pode vir a apresentar, e uma delas é a marcha hemiparética. Esta, se caracteriza pelo fato de que durante a marcha ocorre a flexão do membro superior (MS) e extensão do membro inferior (MI) do hemicorpo acometido, fazendo com que este não suporte todo o peso na fase de apoio e não se projete totalmente na fase de balanço. Como a força dos dorsiflexores está diminuída, o movimento contra a gravidade não ocorre e o indivíduo realiza a circundução da pelve para completar o movimento e não arrastar o pé.
os sinais e sintomas do acidente vascular encefálico (AVE) são de início insidioso e assimétrico, podendo, qualquer uma de suas manifestações, aparecer isoladamente ou em associação, podendo variar de paciente para paciente. E, os sinais clínicos do acidente vascular encefálico (AVE) são constituídos, principalmente, pela tríade: tremor, rigidez e bradicinesia.
o descondicionamento cardiorrespiratório está dentre as complicações secundárias que um paciente que teve acidente vascular encefálico (AVE) pode apresentar, pois, as atividades comuns passam a exigir alto gasto energético e o indivíduo se mantém sedentário, aumentando o risco de reincidência da doença. Além disso, há também a possibilidade da presença de úlceras de pressão, trombose venosa profunda (TVP), embolia pulmonar, disfagia, broncoaspiração, afasia, disartria, apraxia, discalculia, ataxia, ombro doloroso, déficit de equilíbrio, contraturas, incontinência urinária e/ou fecal, comprometimento das atividades de vida diária (AVD's) e depressão.