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O trabalho de parto é um momento de significativo estresse...

O trabalho de parto é um momento de significativo estresse para a gestante, tanto pelas questões emocionais e a expectativa com a chegada do bebê quanto pelas contrações uterinas que geram fortes dores. Além disso, o trabalho de parto é dividido em duas fases. Na primeira fase do trabalho de parto, ocorrem contrações uterinas que permitem a dilatação progressiva do colo uterino, enquanto na segunda fase, ocorre a expulsão fetal, na qual as contrações e a dilatação do colo uterino se tornam mais intensas. Diante do exposto, assinale a alternativa incorreta com relação à abordagem fisioterapêutica na primeira fase do trabalho de parto.


A

A primeira fase do trabalho de parto é marcada por intensas dores. Esses sintomas devem ser respeitados e considerados pela fisioterapia, visto que dor é subjetiva e pode ser influenciada por aspectos socioculturais, psicológicos, da individualidade e do ambiente. Dessa forma, os objetivos fisioterapêuticos nessa fase são promover alívio da dor e auxiliar na redução da ansiedade da gestante e do tempo de trabalho de parto. Para alcançar esses objetivos fisioterapêuticos e proporcionar bem-estar à gestante nesse momento, o fisioterapeuta pode utilizar uma série de recursos não invasivos e não farmacológicos. Além disso, a primeira fase do trabalho de parto requer estratégias simples e rápidas que controlem a dor da gestante e promovam o relaxamento da musculatura pélvica para que a fase de expulsão ocorra o mais rápido possível.


B

O fisioterapeuta utiliza a cinesioterapia nesta fase do trabalho de parto, pois os exercícios terapêuticos nessa fase podem contribuir para o alívio da dor e para reduzir o tempo do parto. Podem ser realizados exercícios de alongamento, exercícios com bola suíça e bastão, exercícios de mobilização pélvica (retroversão e anteversão), exercícios ativos de membros superiores e inferiores, e deambulação associada a exercícios de membros superiores e respiratórios.


C

As técnicas de terapia manual podem ser utilizadas para aliviar os sintomas dolorosos, como a massagem, com deslizamentos superficiais e suaves. Essa massagem pode ser realizada pelo fisioterapeuta ou pelo acompanhante da gestante (após as orientações do fisioterapeuta). Sugere-se que, entre as contrações, as massagens sejam realizadas na coluna, nos membros superiores e nos membros inferiores. Já durante as contrações, a massagem deve ser aplicada na região lombossacra, que corresponde à inervação do útero e do canal de parto.


D

Com relação aos exercícios respiratórios nesta fase, podem ser realizadas incursões inspiratórias e expiratórias prolongadas, propriocepção diafragmática, incluindo comandos verbais e orientações para preparação ao parto. O fisioterapeuta deve orientar que a gestante respire com um padrão natural, sem respirações rápidas e superficiais, que podem interferir na fisiologia natural e nas trocas gasosas, causar hiperventilação pulmonar e favorecer hipoxemia fetal.


E

O fisioterapeuta precisa se atentar ao posicionamento da gestante, pois na primeira fase do parto, a gestante pode adotar diferentes posições que forneçam desconforto e insegurança a ela. E, alguns cuidados devem ser evitados pelo fisioterapeuta no momento de orientar a gestante. Assim, as posições que mais favorecem a contratilidade uterina são as horizontais, com ou sem bola suíça (sentada, ortostática, ajoelhada, cócoras, quatro apoios ou em deambulação). Entretanto, se a gestante tiver alguma patologia que requeira repouso, o fisioterapeuta pode posicionar a paciente de forma confortável em decúbito lateral direito, pois assim proporcionará melhor afluxo de sangue e oxigênio uteroplacentário. É recomendado posicionar a gestante em decúbito dorsal, visto que nessa posição parece ocorrer o aumento do ritmo das contrações uterinas e alteração do retorno venoso e da saturação de oxigênio fetal pela compressão de veias importantes, como a veia cava inferior, pelo útero gravídico.