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O suporte ventilatório oferecido aos pacientes com insuficiência respiratória aguda visa oferecer repouso à musculatura ventilatória e reduzir o trabalho respiratório até a resolução do processo agudo. A mobilização e a remoção de secreções respiratórias têm papel fundamental no auxílio da higiene brônquica, das trocas gasosas e da redução do trabalho respiratório - alterando a mecânica dos pacientes graves submetidos ao suporte ventilatório invasivo. Existem inúmeros protocolos de fisioterapia respiratória descritos no atendimento de pacientes dependentes de ventilação mecânica (VM), porém com resultados conflitantes. Sobre as alterações da mecânica ventilatória e da hemodinâmica que surgem em pacientes dependentes de ventilação mecânica submetidos a fisioterapia respiratória é INCORRETO afirmar que:
A fisioterapia respiratória faz parte do cuidado multidisciplinar dos pacientes críticos dependentes de VM, uma vez que complicações pulmonares advindas da depressão do reflexo da tosse, diminuição do clearance mucociliar e aumento da produção de muco brônquico podem levar à retenção de secreção brônquica, formação de atelectasias e desenvolvimento de pneumonia nosocomial.
As manobras fisioterapêuticas consistem em técnicas manuais, posturais e cinéticas. As manobras convencionais são a Drenagem postural (DP), a vibrocompressão torácica (VCT), a compressão manual torácica (CMT), a Hiperinsuflação manual (HM), a aspiração traqueal (AT) e os estímulos da tosse.
Quanto à DP, o posicionamento no leito auxilia na melhora da relação V/Q, aumenta os volumes pulmonares reduzindo o trabalho respiratório, minimiza o trabalho miocárdico, mobiliza e remove secreções das vias aéreas com a ajuda da ação gravitacional.
A VCT aplicada à fase inspiratória do ciclo respiratório permite um melhor esvaziamento pulmonar, facilitando a higiene brônquica.
A HM favorece o deslocamento de secreções acumuladas nas vias aéreas e redução do shunt pulmonar. Esta técnica, realizada em pacientes em ventilação espontânea, visa prevenir o colapso alveolar, expandir os alvéolos colapsados, melhorar a oxigenação e a complacência pulmonar, minimizando o risco de hipoxemia, além de estimular a tosse no paciente dependente da VM.