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Em uma unidade de terapia intensiva para pacientes vítimas de traumas, um fisioterapeuta se depara com o quadro clínico a seguir.
Paciente do sexo feminino, 55 anos de idade, vítima de violência doméstica ao ser espancada pelo enteado, que estava sob o efeito de entorpecentes. Ela sofreu lesões superficiais no crânio, face e uma fratura estável na região anterior do corpo de L3, quando caiu sentada. No momento, encontra-se consciente, em respiração espontânea ao ar ambiente, ausculta respiratória e saturação dentro do padrão de normalidade, e aguarda exames para alta. Ela solicitou ao neurocirurgião ficar em sedestação, pois estava cansada de permanecer deitada e já sentia a pele ferida nas nádegas e nos calcanhares.
Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa correta em relação à biomecânica da coluna vertebral.
A posição em ortostatismo geraria menor sobrecarga na região fraturada do que a sedestação.
O quadro clínico da paciente representa uma contraindicação absoluta para a posição de sedestação, pois, além de gerar maior sobrecarga lombar, promoverá o deslocamento do núcleo pulposo posteriormente e ocasionará uma hérnia de disco. No caso, a posição seria segura somente com o uso de colete.
A posição em decúbito dorsal não gera nenhum tipo de carga na coluna vertebral.
Não há contraindicações para a realização de exercícios de mobilidade e resistidos ao nível da coluna lombar, pois a fratura é estável e esse é o segmento vertebral de maior estabilidade.
O movimento da coluna em rotação promove deslocamentos excessivos do núcleo pulposo.