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Atenção: Para responder às questões de números 39 a 41, considere o caso hipotético abaixo.
Mariana nasceu de um parto complicado, mas o médico garantiu que estava tudo bem com ela. Com três meses de vida, a mãe de Mariana achava que algo estava errado porque seu desenvolvimento estava muito diferente de seu filho mais velho. Ao questionar o médico, ouviu que ela era muito ansiosa e não respeitava o tempo próprio da filha. Aos nove meses, quando a filha não firmara ainda a cabeça, não engatinhava e tinha sérias dificuldades de alimentação, o médico admitiu que Mariana tinha um problema neurológico e que seu prognóstico era muito ruim.
São muitas as demandas de uma criança com paralisia cerebral. No caso de Mariana, para maior resolubilidade dos problemas que se apresentam, é necessário que
ela seja assistida por uma equipe multidisciplinar coordenada pelo profissional da área em que há o maior prejuízo, no caso, o fisioterapeuta. Todos os demais profissionais devem trabalhar como apoio matricial, alimentando o fisioterapeuta dos saberes necessários para cada etapa de seu desenvolvimento.
os profissionais, que com ela trabalhem, estejam atentos ao impacto potencial sobre funções cognitivas, executivas e linguísticas em decorrência de suas dificuldades motoras. A limitação motora muitas vezes leva à escassez de experiências de vida necessárias ao desenvolvimento saudável. Assim qualquer trabalho deve priorizar um ambiente acolhedor e estimulador voltado aos interesses da criança.
os problemas decorrentes de sua espasticidade sejam minimizados para que ela ganhe mais autonomia na vida cotidiana. Assim, o trabalho com o Terapeuta Ocupacional será o principal enquanto atividades básicas como amarrar sapatos, escovar dentes ou alimentar-se sozinha não sejam realizadas de modo satisfatório.
seu aspecto nutricional seja priorizado, uma vez que são relatadas dificuldades de alimentação. A indicação de gastrostomia vem ganhando adeptos como primeira alternativa porque resolve o problema da nutrição e deixa o fonoaudiólogo com mais liberdade para fazer o trabalho miofuncional necessário, tanto para readequação da alimentação por via oral quanto para a comunicação via oralidade.
os pais e cuidadores de Mariana sejam capacitados para o uso de uma comunicação alternativa dada a dificuldade motora oral apresentada por ela. É imprescindível que Mariana e seus familiares possam se comunicar e o caminho que mais assegura seu desenvolvimento cognitivo e afetivo é o uso de PECS (Sistema de Comunicação por Troca de Figuras − Picture Exchange Communication System).