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Segundo Massi e Berberian, a aquisição da escrita não segue uma linearidade e seus desvios não são manifestações sintomáticas. Aprender a escrever significa cometer, de início, muitos erros resultantes de diferentes hipótese lançadas sobre a escrita.
(MASSI e BERBERIAN, 2011, p. 408)
A partir dessa perspectiva, sobre o diagnóstico de dislexia é correto afirmar:
A linguagem escrita não está relacionada ao funcionamento cerebral, mas sim às condições de letramento e aos aspectos históricos e sociais, por isso é preciso que o diagnóstico de dislexia seja revisto na clínica fonoaudiológica.
O diagnóstico de Dislexia não pode ignorar condições de letramento, o caráter heterogênico da aprendizagem, ainda que as alterações cerebrais sejam causa dos problemas na aprendizagem da escrita.
É preciso ter um olhar crítico sobre os diagnósticos ligados à aprendizagem com crianças, principalmente nos primeiros anos escolares, já que práticas letradas possuem efeito significativo na aprendizagem da leitura e da escrita.
O trabalho em fonoaudiologia educacional não deve olhar para os erros que a criança apresenta. Ao contrário disso, o fonoaudiólogo tem um papel fundamental em proteger os alunos dos diagnósticos.
Ao avaliar uma criança com suspeita ou risco de dislexia é preciso considerar não só suas dificuldades, mas também se seus pais são ou não alfabetizados para determinar o letramento familiar, importante na compreensão do prognóstico.