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A intervenção fonoaudiológica precoce no paciente com disfagia orofaríngea traz benefícios e reduz os riscos de pneumonia e desnutrição. Para isso é preciso conhecer o quadro clínico geral do paciente e ser relacionar bem com a equipe que o acompanha. Sobre a intervenção, é INCORRETO afirmar que
a ausculta cervical com o estetoscópio não é indicada em pacientes traqueostomizados e com obstrução aguda ou crônica das vias aéreas superiores.
os fatores que interferem na biomecânica da deglutição são: presença ou uso prolongado de traqueostomia; cuff insuflado; período prolongado de intubação; e, presença de sonda de alimentação
a presença prolongada do tubo endotraqueal pode resultar em: atrofia da musculatura esquelética da região faringolaríngea; prejuízo no fechamento glótico decorrente da presença do tubo; e, sequela laríngea que inclui trauma, ulceração da mucosa e estenose
o ideal é que o fonoaudiólogo realize a primeira intervenção logo após a extubação, nas primeiras 12 horas, visto que com a intubação prolongada pode haver diminuição da sensibilidade e presença de edema na região orofaríngea, aumentando o risco de aspiração.
os recursos utilizados como auxiliares da avaliação fonoaudiológica são vários, tais como: ausculta cervical; teste do Blue Dye em pacientes traqueostomizados; oximetria, proporcionando o monitoramento dos níveis de oxigenação sanguínea; e, monitoramento da frequência cardíaca.