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A fim de se propiciar a melhor decisão terapêutica fonoaudiológica dirigida ao paciente disfágico adulto com doença neurológica, é fundamental a realização de uma avaliação clínica completa. Além disso, cabe uma avaliação instrumental, considerados padrão-ouro de análise da deglutição. A avaliação da deglutição deve auxiliar também na determinação do melhor momento de intervenção terapêutica, bem como da indicação ou não de fonoterapia. Com base nessas informações, podemos afirmar:
A determinação da via oral segura sem riscos pulmonares, para manutenção do estado nutricional, é o principal norteador da reabilitação fonoaudiológica em disfagia. Porém, para que se possam estabelecer programas de intervenção terapêutica, a compreensão da multidimensionalidade do cuidado se faz necessária.
Após a identificação das condições clínicas da deglutição e do ambiente, o planejamento da intervenção terapêutica poderá ser formulado. A proposta de intervenção terapêutica fonoaudiológica em disfagia pode ser didaticamente dividida em três grandes grupos: estratégias compensatórias, estratégias de reabilitação e estratégias facilitadoras.
Para o melhor estabelecimento da intervenção fonoaudiológica na disfagia neurogênica, na população adulta e idosa, convém considerar aspectos como etiologia (causa e doença de base), gravidade, história alimentar, fatores psicossociais, cognitivos e condição clínica e financeira do paciente (estável, cooperativo, quadro depressivo etc.).
A compreensão da fisiopatologia da doença é fundamental para o estabelecimento dos objetivos terapêuticos. A depender da gravidade da disfagia, pode-se afirmar que as doenças não-progressivas, preferencialmente, lançam mão de estratégias compensatórias e as doenças progressivas, prioritariamente, utilizam-se de estratégias reabilitadoras.