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Joyce, sexo feminino, 50 (cinquenta) anos, foi encaminhada ao ambulatório de Fonoaudiologia com diagnóstico de Disfagia Orofaríngea Psicogênica, relacionado às alterações miofuncionais orofaciais e ineficiência mastigatória. Para o diagnóstico foi realizada avaliação clínica da mastigação e deglutição, sendo verificada a presença de ineficiência mastigatória decorrente de ausência de elementos dentários e alterações oclusais, tosse durante e após deglutição, deglutições múltiplas e alteração vocal para o alimento pastoso engrossado (pudim) e sólido (bolacha wafer). Tais achados foram confirmados por meio do exame instrumental de nasoendoscopia, sendo verificada presença de escape oral posterior, atraso da fase faríngeo e resíduo em seios piriformes para a ingestão de pudim e bolacha.
Neste caso o fonoaudiólogo ao elaborar seu planejamento terapêutico deve:
apenas realizar as manobras de Mendelson e Masako.
apenas encaminhar a paciente para o setor de psicologia em virtude de a disfagia ser de ordem psicogênica.
incentivar à ingestão de alimentos pastosos e esmagados já que a paciente tem ausência de elementos dentários e realizar exercícios de força, mobilidade e precisão para promoção da deglutição coordenada.
buscar melhorar a fase oral da deglutição por meio de exercícios que desenvolvam a normotonia da língua, bochechas e lábios, assim como, melhorar a fase faríngea da deglutição por meio de exercícios vocais com o objetivo de reduzir a tensão da musculatura intrínseca e extrínseca da laringe.
orientar elevação da cabeceira da cama para evitar refluxo ocasionado pela má deglutição, ingestão de alimentos pastosos e esmagados já que a paciente tem ausência de elementos dentários, analisar junto a equipe multidisciplinar o melhor tratamento já que o caso envolve alterações de outras especialidades.