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Em crianças, a apraxia de fala pode ocorrer em contextos clínicos diferentes: associada à etiologia neurológica conhecida, infecções e trauma; como sinal primário ou secundário em crianças com desordens neurocomportamentais complexas, de origem genética ou metabólica; ou, ainda, não estar associada a qualquer desordem neurológica conhecida ou neurocomportamental complexa, mas associada a uma alteração dos sons da fala de origem neurogênica idiopática. Sobre a apraxia de fala, assinale a afirmativa correta.
A fluência adequada nesses quadros ocorre devido à tentativa de produzir corretamente as palavras, surgindo como uma forma de compensação da contínua dificuldade na articulação.
No período pré-verbal, as crianças com apraxia de fala, em geral, não apresentam sinais de alteração, tendem a se engajar em jogos vocais e a desenvolver sons diferenciados em suas emissões iniciais.
Observa-se na fala dessas crianças uma redução no ritmo, com segregação de sílaba, associada à percepção de isocronia ou tempo similar, sílabas e palavras segregadas ou não coarticuladas. O deficit rítmico pode ser altamente específico, comparado com o prejuízo no acento, que pode prevalecer em outros tipos de alterações comunicativas.
As anormalidades prosódicas são usualmente percebidas como sendo primárias às dificuldades articulatórias. Assim, os pacientes com apraxia da fala demonstram, geralmente, comprometimento primariamente na prosódia, apresentando uma fala mais lenta que o normal e com escassez de padrões de entonação, ritmo e melodia; e, secundariamente, na articulação, com alterações na sequência dos movimentos musculares para a produção voluntária dos fonemas.
Os gestos articulatórios de lábios superior, inferior e mandíbula apresentam mudanças significativas durante os primeiros anos de vida e continuam o seu refinamento até depois dos sete anos. O desenvolvimento do controle motor desses articuladores segue um curso uniforme, com mandíbula precedendo o lábio. Este processo de desenvolvimento e refinamento do controle motor oral não influencia significativamente na aquisição de sons da fala, em virtude do desenvolvimento concomitante das habilidades fonológicas.