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O tratamento fonoaudiológico das disfonias envolve procedimentos de diversas naturezas visando desenvolver a melhor comunicação oral, com redução do esforço e adequação do padrão fonatório às necessidades do indivíduo. Considerando as técnicas de reabilitação das disfonias, é INCORRETO afirmar que:
A técnica de empuxo consiste na realização de movimentos de esforço simultaneamente à fonação, tendo como objetivo a aproximação de estruturas laríngeas. Tal técnica pode ser indicada para paralisia unilateral de prega vocal, grandes fendas glóticas, disfonias hipercinéticas e disfagias discretas.
A técnica de sons disparadores consiste em realizar repetidas emissões de sons sem significado ou de sons geralmente produzidos nas funções vegetativas de laringe, tais como pigarro, tosse, espirro, bocejo e suspiro. Tal técnica tem indicação para disfonia psicogênica com fala articulada ou sussurrada.
A técnica de firmeza glótica é realizada através da oclusão quase que total da boca com emissão sonorizada, sustentada de modo prolongado. Com o trato vocal semiocluído ocorre o fenômeno de ressonância retroflexa, havendo expansão de toda a área do trato vocal, da boca à laringe. Tal técnica pode ser indicada quando há envolvimento indesejável das estruturas supraglóticas. Além disso, sua utilização melhora a coaptação glótica, estimula a elevação do palato mole e favorece os ajustes da musculatura laríngea.
A sequência de arrancamento é um procedimento agressivo e aplicado de modo intensivo, especificamente indicada para granulomas de laringe, de aspecto preferencialmente pediculado, de preferência pós-intubação ou após cirurgias ablativas de laringe. Busca-se amputar a lesão produzindo microtraumatismos de repetição na base do granuloma, por meio da realização de exercícios de empuxo sonorizados associados a um forte apoio do tronco e fluxo respiratório máximo com emissões fortes e curtas para promover atrito.
A técnica de deglutição incompleta sonorizada atua no fechamento da laringe, aproveitando a constrição que ocorre na passagem da fase faríngea para a esofágica da deglutição. Para sua execução, deve-se emitir uma sequência de sons sonoros ao iniciar o ato de deglutir. Assim, ocorre uma associação entre início da deglutição, em que a laringe está cerrada e elevada, e a emissão de um som com a coaptação forçada das pregas vocais. Tal técnica pode ser indicada para quadros de paralisias uni ou bilaterais de pregas vocais, laringectomias parciais e grandes fendas glóticas.