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As fissuras labiopalatinas são anomalias congênitas orofaciais que acometem o terço médio da face, sendo ocasionadas pela ausência de fusão dos ossos maxilares durante a sexta e a décima semana de vida intrauterina. Podem ocorrer isoladamente ou em associação com outros distúrbios, como um componente de uma síndrome. Sobre tais malformações, assinale a afirmativa INCORRETA.
Na fissura submucosa, ocorre a clássica tríade, associada à voz de qualidade predominantemente nasal: úvula bífida; diástase da musculatura velar, observando-se uma zona translúcida mediana; e, chanfradura na borda posterior do palato.
Nas fissuras palatinas, nota-se hipodesenvolvimento muscular da aponeurose palatina e do músculo tensor do véu palatino. Os músculos levantadores do véu palatino estão inseridos na borda posterior do palato ou acompanhando a borda óssea medial da fissura.
Na fissura labial unilateral, observa-se a inserção anômala das fibras musculares da porção superior do segmento maior do músculo orbicular da boca e das fibras musculares do segmento menor na base da narina afetada, provocando uma inclinação caudal da asa do nariz.
Dentre as alterações alimentares observadas nos casos em que há fissura submucosa, estão a presença de refluxo nasal de alimentos durante a deglutição e o tempo menor de mamada, devido ao aumento da pressão intraoral negativa durante a sucção, como forma de compensação à dificuldade apresentada.
Nas fissuras labiopalatinas, as inserções anômalas da musculatura labial e palatina são antifuncionais. Na fissura labial, a musculatura é atrófica, interferindo na postura e na função oral. Na fissura palatina, a musculatura não cumpre sua função de fechamento velofaríngeo e proteção das vias aéreas superiores.