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Segundo Pernambuco et al. (2021, p.144), “a avaliação clínica da deglutição busca estabelecer o raciocínio clínico com base nos desfechos que evidenciam o transtorno de deglutição, sua etiologia e as condições de integração sensório-motora presentes ao longo do trajeto do bolo alimentar, líquidos e secreções da boca ao es ômago”. Sobre a avaliação clínica da deglutição, pode-se afirmar que:
A investigação de possíveis alterações no sistema estomatognático e faringolaríngeo por meio do exame físico normalmente é realizada após o exame funcional com a oferta de alimentos.
A aplicação de instrumentos de autopercepção do paciente quanto ao impacto do transtorno da deglutição na qualidade de vida só é pertinente em casos específicos, pois geralmente a opinião do paciente sobre o seu problema de deglutição não é diferente do resultado da avaliação clínica do fonoaudiólogo.
Alterações isoladas do sistema estomatognático identificadas no exame físico nem sempre representam impacto funcional na deglutição.
Como o objetivo da avaliação funcional da deglutição é detectar o risco de aspiração laringotraqueal, a sequência de oferta de alimentos deve ser logo iniciada com a consistência e volume que ofereçam mais risco para o paciente de acordo com a fisiopatologia da doença de base.
Na avaliação funcional padronizada da deglutição existe um tipo de sólido universalmente aceito, mas o mesmo consenso não ocorre em relação ao tipo de líquido.