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As dificuldades encontradas pelos fonoaudiólogos no estabelecimento de uma conduta orientada para a diferenciação entre as dificuldades de ordem fonética daquelas de motivação fonológica (ao se avaliar crianças com queixa de trocas de sons na fala), mostra a importância de um criterioso e detalhado processo diagnóstico para o sucesso do planejamento terapêutico. Quais as principais diferenças entre alterações fonéticas e fonológicas, ao se referir à produção dos sons da fala e à organização fonológica destes no sistema linguístico?
Quando há uma produção fonológica, que consiste na perda da diferença semântica, demonstra que a organização fonética não está adequada.
O impacto da inteligibilidade na fala será maior quanto menor for a variabilidade de produção que a criança apresentar e/ou menor constrastividade do sistema fonológico.
Alterações fonéticas, que requerem intervenção com enfoque articulatório, apresentam distorção na produção de sons e impactam na contrastividade de significado das palavras.
Em relação ao inventário fonético, deve-se avaliar quais sons fazem parte da fala espontânea, se todos os fones esperados são produzidos pelo paciente e se há algum som ou sons faltantes.