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O desenvolvimento da leitura e da escrita depende de diversas áreas corticais de associação, que se dedicam a processar não só as informações sensoriais, mas também as recebidas durante a realização de funções mentais superiores. Esse fato tem implicações educacionais, já que, provavelmente, há mais de um caminho para se ensinar uma criança e existe mais de um modo de se aprender de maneira efetiva. Sobre os transtornos da linguagem escrita, assinale a afirmativa correta.
Estudos atuais da neurociência têm observado hiperatividade em áreas de processamento morfológico, bem como a região de processamento visual, responsáveis pelo reconhecimento das palavras. Assim, o aprendizado da leitura e da escrita é facilitado pelo fato de a fala ser composta por conjunto de segmentos.
A dislexia do desenvolvimento é um transtorno específico da aprendizagem da língua escrita, de origem neurobiológica e com forte tendência genética. É caracterizada por falhas na precisão e/ou fluência, no reconhecimento de palavras escritas que podem ou não comprometer, em grau variado, a compreensão da leitura.
Estima-se que a dislexia ocorra entre 20 e 30% das crianças em idade escolar. Trata-se de um deficit no componente fonológico da linguagem, permanecendo até a vida adulta, que compromete a escrita ortográfica. No entanto, uma aquisição de vocabulário lenta não prejudicaria a qualidade e a precisão das representações fonológicas estabelecidas; logo, não alteraria o processamento fonológico em geral.
Existe um consenso na literatura em relação às falhas no processamento semântico, que permite que a criança na fase de alfabetização compreenda o princípio alfabético e consiga realizar a relação grafema/fonema por meio da exploração do seu significado. Para que ocorra a decodificação da palavra, é necessário o reconhecimento auditivo e visual, a fim de ativar as unidades de reconhecimento fonológico, semântico e sintático.