No Brasil, a crescente prevalência de demência entre idosos tem impactado diretamente a qualidade de vida e execução das Atividades da Vida Diária (AVDs). A disfagia orofaríngea é uma complicação comum em pacientes idosos institucionalizados com demência, e a intervenção fonoaudiológica adequada para essa população ainda é motivo de debate. Considere o caso clínico abaixo e responda à questão.
Caso clínico:
Dona Maria, 82 anos, foi diagnosticada com demência avançada e institucionalizada devido à necessidade de cuidados contínuos. Ela apresenta disfagia orofaríngea severa, com frequentes episódios de engasgos e voz molhada. A equipe de saúde decidiu iniciar a terapia de estimulação tátil-térmica (ETT) para melhorar sua deglutição.
Com base no caso apresentado e nos seus estudos sobre a disfagia orofaríngea, assinale a alternativa CORRETA.
A disfagia orofaríngea em idosos tem relação exclusiva com a demência, sem riscos de exacerbação pelo uso de medicações associadas a esta condição.
A terapia de estimulação tátil-térmica (ETT) visa a diminuir a sensibilidade na cavidade oral e desencadear um reflexo de deglutição mais rápido.
A disfagia orofaríngea é uma complicação comum em pacientes idosos com demência avançada, afetando inicialmente sua capacidade de deglutir líquidos e podendo se agravar para as outras consistências.
A terapia de estimulação tátil-térmica (ETT) visa a estimular a sensibilidade na região faríngea e a desencadear um reflexo de deglutição mais rápido.
A disfagia caracteriza-se por tosse ou engasgos, principalmente no consumo da consistência pastosa, indicando aspiração, pela entrada do alimento nas vias respiratórias.