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O objetivo da manobra de deglutição de esforço é maximizar a ejeção oral, e espera-se que o paciente possa usar a força e concentração no deslocamento do bolo alimentar da cavidade oral para a faríngea.
Entre os métodos de avaliação instrumental que ajudam na eficiência do diagnóstico do paciente com disfagia, a videofluoroscopia (videodeglutograma) permite observar os estágios oral e faríngeo da deglutição antes, durante e após o evento. Esse método tem a desvantagem de ser invasivo.
Na laringectomia total, em que a traqueostomia é definitiva, deve-se iniciar o acompanhamento fonoaudiológico assim que o paciente tenha a sonda nasogástrica removida.
Considera-se disfagia moderada quando o controle e transporte do bolo alimentar está atrasado, lento e sem sinais de penetração laringeal na ausculta cervical.
O trabalho fonoaudiológico para minimizar, exclusivamente, as sequelas da radioterapia na região da laringe deve abordar
a estimulação da ação vibratória da mucosa das pregas vocais e as tentativas de mobilização (elevação) da laringe.
a adaptação da função fonatória e as tentativas de mobilização (elevação) da laringe.
a estimulação da ação vibratória da mucosa das pregas vocais e a facilitação para o desenvolvimento de mecanismos compensatórios.
a adaptação da função fonatória e a estimulação de ações esfinctérias (de fechamento).
as tentativas de mobilização (elevação) da laringe e a estimulação de ações esfinctérias (de fechamento).
O(s) objetivo(s) prioritário(s) da avaliação fonoaudiológica em pacientes disfágicos é(são)
trazer o padrão vocal o mais próximo do normal possível, tentando diminuir o grau de rouquidão, aspereza, soprosidade ou tensão.
identificar e interpretar as alterações na dinâmica da deglutição, caracterizar os sinais clínicos sugestivos de penetração laríngea ou aspiração laringotraqueal, auxiliar na programação dos exames objetivos da deglutição e na definição de conduta, bem como no planejamento terapêutico.
reconstituir a prega vocal por meio de sutura primária e promover o máximo de coaptação glótica pela possível compensação da prega vocal contralateral, de modo que atenção especial deve ser dada ao limite de mobilidade dessa prega vocal sem que haja o seu arqueamento.
diminuir a disfagia com base em manobras posturais e melhorar o padrão vocal caso esteja alterado. O trabalho vocal deverá sobrepor-se ou inibir manobras que favoreçam a deglutição.
restaurar a função de equilíbrio, eliminar a sensação vertiginosa, trazendo o paciente para o mais próximo possível da normalidade, sem a terapia medicamentosa.
Nos portadores de paralisia cerebral leve, o sintoma disfágico é frequente e geralmente ocorre pela incoordenação entre a fase oral e a faríngea.
A deglutição é considerada uma atividade
muscular.
neurossensorial.
neuromuscular complexa.
neuromuscular simples.
sensorial.
Em relação às manobras de deglutição propostas para reabilitação do paciente disfágico, a manobra de Mendelsohn tem como objetivo
minimizar resíduos.
limpar resíduos.
maximizar a ejeção oral.
elevar a laringe.
rebaixar a laringe.
A laringectomia supraglótica compromete de maneira importante a função laríngea de proteção da via aérea inferior durante a deglutição, na fase faríngea.
Nas laringectomias supraglóticas com ressecções da base da língua, há perda dos esfíncteres laríngeos superiores, mas não há nenhum risco de aspiração, pois geralmente há preservação do movimento anteroposterior da língua contra a faringe.
A manometria do esôfago visa ao registro dos fenômenos motores que ocorrem no esôfago de forma espontânea ou em consequência aos seguintes estímulos: deglutições de água, deglutições secas ou deglutições de materiais mais sólidos.
A avaliação endoscópica da deglutição não é um método de simples execução, pois apresenta várias contraindicações e não fornece dados detalhados acerca da deglutição.
Em pacientes que apresentam atraso no início da fase oral ou faríngea da deglutição, não é recomendada a utilização de técnicas de estimulação sensorial.
terapia fonoaudiológica.
adaptação de prótese obturadora de palato.
cirurgia plástica.
cirurgia plástica e terapia fonoaudiológica.
cirurgia plástica e adaptação de prótese obturadora de palato.
A terapia fonoaudiológica voltada para pacientes com diagnóstico de disfagia envolve exercícios para
melhorar o controle do bolo alimentar dentro da cavidade oral, aumentar a adução dos tecidos no topo da via aérea e facilitar a mobilidade laríngea.
melhorar apenas os transtornos da voz associados aos transtornos orofaciais e estimular as habilidades auditivas.
treinar a capacidade fonética e articulatória.
melhorar a fala, a linguagem e a respiração.
estimular a coordenação visuomotora e a memória visual.
A disfagia orofaríngea mecânica é a
dificuldade de deglutir como resultado de doença neurológica.
disfagia resultante de acidente vascular cerebral (AVC).
disfagia resultante de doença de Alzheimer e outras demências.
disfagia resultante de mal de Parkinson e outros distúrbios de movimento ou neurodegenerativa.
dificuldade secundária pela perda sensorial e(ou) muscular de estruturas responsáveis pela deglutição fisiológica normal.
As modalidades de tratamento para o câncer de laringe impõem ao paciente várias sequelas relacionadas ao desempenho das funções laríngeas, sendo necessária a reabilitação da deglutição e respiração paralela à reabilitação da fonação.
Na reabilitação do paciente disfásico com rebaixamento cognitivo ou não colaborativo, utilizam-se técnicas de reabilitação ativa direta.
O monitoramento visual e digital do grau de elevação da laringe, em pacientes pós-AVC, contribui com interpretações sobre o desempenho oral, associado ao disparo do reflexo e deglutição, desde que não haja nenhuma barreira mecânica como a traqueostomia.