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De acordo com Silva (2011), “No final do século XX presencia-se um movimento caracterizado pela rápida integração de mercados e circulação acelerada de mercadorias interligando as diversas regiões do mundo, reduzindo sensivelmente o tempo de fricção entre as distâncias. Instaura-se, segundo os economistas, a globalização, expressão do estágio atual do processo de expansão capitalista. As cidades assumiram papel ímpar como lócus da acumulação, pólos de produção e difusão tecnológica e centros reguladores de preços, de bolsas de valores e de grandes transações comerciais.”
SILVA, José Borzacchiello da. Discutindo o Rural e o Urbano. Revista da ANPEGE, v. 7, n. 08, p. 3–11, 2017. Disponível em: https://ojs.ufgd.edu.br/anpege/article/view/6522. Acesso em: 10 jul. 2024.
Que consequências puderam ser observadas nas cidades a partir desse novo papel assumido no processo de globalização?
Com o papel de acumulação adotado pelas cidades, as grandes diferenças entre os espaços rural e urbano deixaram de existir.
As capitais de estados foram escolhidas para receberem investimentos maciços na construção de pólos e complexos industriais.
As áreas denominadas rurais ou agrárias retomam a condição de subordinação do campo aos ares inovadores do industrial e do urbano.
Houve um processo de refuncionalização, requalificação e reorganização da urbanização mundial em função da nova sociedade de redes.
A cidade passa a ser vista como local de liberdade, de novo modo de vida, de inovações e do moderno, ajustando-se às necessidades da área rural.