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A publicação do “livro-manifesto” de Yves Lacoste em 1976 (A Geografia serve antes de mais nada para fazer a guerra), repercutiu não apenas na geografia política, mas na geografia humana como um todo, criando polêmicas acaloradas nos meios especializados.
(COSTA, W. M. Geografia política e geopolítica –
Discursos sobre o território e o poder. 2. ed. São Paulo:
EDUSP, 2010. p. 246)
Segundo Costa (2010), o argumento básico utilizado para justificar esta situação é o que consta na alternativa:
Para Lacoste, a crise da “geografia escolar” era produto do conteúdo e da abordagem dela repassados pelos professores, tornando-a obsoleta. Destaca, de outro modo, que a geografia, um saber estratégico, se tornaria um poderoso instrumento, inclusive militar, nas mãos de quem detém o poder.
Lacoste não estava preocupado com os fundamentos da geografia política em si, mas na sua articulação com a ciência política em geral, cujo resultado (a geopolítica) fosse útil aos “homens de Estado” encarregados da política externa de seu país.
Lacoste é reconhecido como o precursor das teorias geopolíticas sobre o poder marítimo, pelo fato de seus estudos terem sido realizados no período da “grande inflexão” da política externa norte-americana.
Para Lacoste, o que importa nas políticas territoriais dos Estados é formular e pôr em prática estratégias destinadas a manter a todo custo o que se chama de “coesão interna”, o que passa necessariamente pelo alargamento do horizonte geográfico.
Para Lacoste, deve interessar à geografia política as formas de distribuição da humanidade na superfície terrestre, que formam comunidades políticas mais ou menos avançadas além da extensão territorial de cada Estado.