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Foram abertas arenas de conflito entre a nação-Estado e o capital transnacional, comprometendo a fácil acomodação entre grande capital e grande governo, tão típica da era fordista. Hoje, o Estado está numa posição muito mais problemática. É chamado a regular as atividades do capital corporativo no interesse da nação e é forçado, ao mesmo tempo, também no interesse nacional, a criar um 'bom clima de negócios', para atrair o capital financeiro transnacional e global e conter (por meios distintos dos controles de câmbio) a fuga de capital para pastagens mais verdes e mais lucrativas.
(Harvey, David. Condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural. São Paulo: Edições Loyola, 2008.)
Com base no texto, o que é correto afirmar sobre a relação entre os agentes econômicos na contemporaneidade?
O Estado desempenha um papel secundário na regulação das atividades do capital corporativo, uma vez que as preocupações nacionais foram suprimidas em prol dos interesses financeiros globais.
Na era pós-moderna, a relação entre o Estado e o capital transnacional favorece uma harmoniosa acomodação entre os interesses da economia nacional e dos investimentos especulativos.
Na era pós-fordista houve a pacificação de conflitos entre o Estado e o capital internacional, resultando uma cooperação que facilitou a superação de desigualdades econômicas regionais.
No modelo de acumulação flexível, o Estado enfrenta desafios significativos na tentativa de equilibrar a regulação do capital corporativo para o interesse nacional e a atração de investimento financeiro transnacional.