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É possível apontar uma dicotomia entre a sociedade industrial e o meio ambiente, da qual emerge a necessidade de pactos (acordos e tratados) globais, frequentemente controversos, pois indicam uma redução no ritmo do desenvolvimento econômico em prol da conservação ambiental. Um desses pactos que chamou a atenção internacional e representou um ponto crucial na agenda ambiental foi a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento de 1992, realizada no Rio de Janeiro, (ECO 92). Dentre as questões prioritárias abordadas no encontro da ECO 92, estava:
A concepção de que o manejo da natalidade seria uma alternativa para evitar impactos ambientais, uma vez que seria maior o consumo industrial, quanto maior fosse a população.
A noção de crescimento sustentável, que abrangia a utilização de recursos naturais, exclusivamente, em locais específicos do planeta, visto que isso promoveria, certamente, um equilíbrio ambiental.
A criação de um acordo global sobre os Princípios para a Gestão Sustentável das Florestas, pois, ao segui-los, seria possível alcançar um acordo entre preservação, gestão e desenvolvimento sustentável de todos os ecossistemas florestais.
A certeza de que as nações menos desenvolvidas necessitavam de assistência para administrar suas áreas florestais, já que não possuíam condições de impedir a degradação e os incêndios.