Em 10 de março de 2005, por Portaria do Ministério da Integração Nacional, foi instituída a nova delimitação do semiárido brasileiro resultante dos trabalhos do Grupo de Trabalho Interministerial (GTI), que ampliou os critérios de inclusão dos municípios, por considerar insuficiente o índice pluviométrico apenas. Os critérios passaram a ser: precipitação pluviométrica média anual inferior a 800 milímetros; índice de aridez de até 0,5 calculado pelo balanço hídrico que relaciona as precipitações e a evapotranspiração potencial, no período entre 1961 e 1990; e risco de seca maior que 60%, tomando-se por base o período entre 1970 e 1990. Esses três critérios foram aplicados consistentemente a todos os municípios pertencentes à área da antiga SUDENE, inclusive os municípios do norte de Minas Gerais e do Espírito Santo.
Disponível em: https://www.ibge.gov.br/geociencias/cartas-e-mapas/mapas-regionais/15974-semiarido-brasileiro.html. Acesso em: 08 jun. 2025.
Desde então, a área oficial do semiárido brasileiro vem passando por alterações, sempre com o aumento do número de municípios integrantes. Em 2005, eram 1031; em 2017, passaram para 1262, e, na atual delimitação de 2024, totalizaram 1477 municípios.
Marque a alternativa que apresenta CORRETAMENTE fatores para os sucessivos aumentos da área do semiárido brasileiro definido pelo Governo Federal.
O aumento da área deve-se ao aumento das secas ocasionadas pelo El Niño. Segundo o decreto, em anos de La Niña, que são mais chuvosos, a área pode ser revista.
O aumento da área do semiárido ocorre com necessidade de ajustes frente às mudanças climáticas globais. Municípios que não tinham clima semiárido passaram a ter nas últimas décadas.
A delimitação do semiárido atende a critérios políticos, pois mesmo utilizando critérios naturais eles sempre mudam índices e cálculos para favorecer e justificar a entrada de novos municípios.
A semiaridez vem se expandindo pelo país, transformando paisagens naturais úmidas em secas. Desde o surgimento do “buraco na camada de ozônio”, esse problema não para de crescer.
A comprovação dos efeitos das mudanças climáticas sobre todo o semiárido brasileiro, com a drástica diminuição das chuvas e o expressivo aumento das temperaturas, tem levado o governo a monitorar e atualizar em tempo real essas alterações.