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Em uma região de fronteira agrícola e urbana, aumentaram, no mesmo período, (i) homicídios e extorsões associados a "controle de área", (ii) expulsões indiretas por pressão imobiliária e (iii) conflitos por acesso à água e à terra envolvendo comunidades tradicionais, grileiros e empresas. O diagnóstico oficial precisa interpretar violência e conflitos territoriais como fenômenos socioespaciais, relacionando atores, escalas e mecanismos de controle do território. Assinale a alternativa CORRETA.
A violência e os conflitos podem expressar disputas por controle territorial e por fluxos (rotas, mercados e rendas), articulando atores legais e ilegais.
O padrão tende a variar por escala e conectividade (nós logísticos, periferias e fronteiras), exigindo governança fundiária, mediação e políticas urbanas.
Logo, diagnóstico deve mapear redes, usos do solo, vulnerabilidades e formas de regulação e de coerção.
A violência é explicada principalmente por traços culturais e individuais; portanto, o território é apenas cenário.
Conflitos por terra e água são residuais e independem de logística, cadeias produtivas e regulações ambientais.
Assim, políticas territoriais têm baixa relevância frente ao endurecimento penal uniforme.
O aumento de extorsões e homicídios prova que a causa central é somente pobreza, independentemente de redes e oportunidades ilícitas.
A grilagem e a pressão imobiliária são efeitos colaterais sem relação com reestruturação produtiva e valorização do solo.
Assim, basta ampliar renda para eliminar conflitos territoriais e reduzir a violência de maneira automática.
Conflitos por água e terra decorrem principalmente de eventos climáticos; por isso, não se relacionam a propriedade e poder.
A violência urbana resulta do crescimento populacional, e não de controle espacial por grupos e mercados.
Portanto, a resposta adequada é investir apenas em obras hídricas, dispensando gestão territorial integrada.