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Na obra A produção capitalista do espaço, de David Harvey, no Capítulo II — “A geografia da acumulação capitalista: uma reconstrução da teoria marxista”, o autor analisa as relações entre transporte, integração espacial, circulação do capital e expansão dos mercados. Considerando o argumento desenvolvido no capítulo, assinale a alternativa que interpreta corretamente a formulação empregada por Harvey para caracterizar a relação entre espaço, tempo e acumulação capitalista.
O ajuste espacial expansivo designa o movimento pelo qual o capital supera definitivamente suas crises, estabiliza a circulação internacional e elimina os obstáculos territoriais à realização do valor.
A anulação do espaço pelo tempo designa o movimento pelo qual o capital procura derrubar barreiras espaciais, conquistar o mundo como mercado e reduzir ao mínimo o tempo de movimento de um lugar para outro.
A centralização geográfica da produção designa o movimento pelo qual o capital reduz a mobilidade espacial em relação ao tempo, concentra a produção nos mercados internos e restringe a expansão da circulação mundial.
A desvalorização territorial do capital designa o movimento pelo qual o capital destrói seletivamente espaços produtivos de modo a reintegrá-los ao ciclo de reinvestimentos, recompõe os mercados regionais e estabiliza a acumulação em escala nacional.
A racionalização espacial da demanda designa o movimento pelo qual o capital regula o consumo, limita a ampliação dos mercados externos e subordina a circulação à estabilidade territorial.