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No âmbito do planejamento territorial municipal, a elaboração de mapas temáticos requer a seleção rigorosa de métodos de representação cartográfica que guardem fidelidade com a natureza dos dados estatísticos e fenômenos socioespaciais. Sobre a relevância técnica e os métodos de mapeamento na escala local, é correto afirmar que:
O método isarítmico é o mais indicado para a representação de variáveis nominais e qualitativas, como o uso e cobertura da terra, pois permite a delimitação de áreas discretas sem a necessidade de continuidade fenomênica no espaço geográfico.
A elaboração de cartas topográficas em escala municipal dispensa a preocupação com a altimetria e o erro de fechamento altimétrico, uma vez que o zoneamento urbano baseia-se exclusivamente na planimetria das vias e logradouros.
A utilização de mapas de anamorfose (cartogramas) é o método técnico mais preciso para a representação da base cadastral imobiliária de um município, pois preserva as propriedades métricas de distância e ângulo em detrimento do fenômeno representado.
Mapas de símbolos pontuais proporcionais são tecnicamente equivalentes aos mapas coropléticos para a análise da distribuição espacial de fenômenos contínuos, como a pluviosidade ou a temperatura média anual no interior do município.
O uso de mapas coropléticos para representar densidades demográficas por setores censitários deve ser precedido pela normalização dos dados absolutos em taxas ou índices, evitando o erro técnico de representar grandezas absolutas por meio de variações de valor ou saturação de cores.