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Centrando a sua análise geopolítica na vasta massa terrestre contígua compreendida pela Europa Oriental e a Ásia, o autor identifica, logo de início, um fenômeno para ele fundamental: o evidente contraste entre as dimensões do território russo e dos demais Estados da Europa Ocidental. Relacionando as características climáticas e topográficas com os movimentos de população e incursões dos povos dessa região em direção ao Ocidente, o autor conclui pela existência de um autêntico “domínio terrestre”, relativamente pouco povoado, mas dotado de características que permitiram aos seus povos estenderem a sua influência na Europa Ocidental às demais regiões asiáticas e até mesmo ao norte da África. Essa massa terrestre, com aproximadamente 54,4 milhões de km² de terras contíguas, possuiria, segundo ele, uma “área core”, um espaço central, por ele chamado de coração continental.
(COSTA, W. M. Geografia política e geopolítica: discursos sobre o território e o poder. 2.ª ed. São Paulo: Edusp, 2010. Adaptado)
Ao analisar a transição da era do poder naval para a era do poder terrestre, o autor citado por Costa argumenta que o desenvolvimento das redes ferroviárias neutralizou a histórica vantagem das potências marítimas. Para esse autor, a mobilidade continental permitiria a consolidação de um império inexpugnável no “coração continental”, ou heartland, estabelecendo que o controle dessa zona estratégica era a condição essencial para a hegemonia global.
Essa teoria pertence a
Friedrich Ratzel.
Halford Mackinder.
Alfred Mahan.
Karl Haushofer.
Nicholas Spykman.