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No contexto acima é verdadeiro afirmar que:
dentre outros fatores que influenciaram neste processo destaca-se a deseconomia de aglomeração, na área metropolitana de São Paulo, criação de economias de aglomeração em outros estados, a ação do estado em termos de incentivos fiscais e construção de infraestruturas e ainda a busca de recursos naturais (através da expansão da fronteira agrícola e mineral).
entre as regiões que mais atraíram indústrias no período recente, destaca-se o Nordeste, que ampliou em muito sua participação na produção industrial. Esse crescimento foi beneficiado pelos incentivos fiscais de uma Zona Franca no Pólo Petroquímico de Camaçari, com grande peso de investimentos públicos.
a região Centro-Oeste, apesar de sua baixa densidade econômica e populacional, teve significativa expansão na sua produção industrial, sendo um dos espaços de destaque de novas economias de aglomeração. Tal fato foi fortemente influenciado pela fundação de Brasília.
dentre os fatores que marcam as novas economias de aglomeração merece citação os incentivos liberados pelas Superintendências regionais: SUDAM, SUDENE, SUFRAMA, órgãos ainda plenamente atuantes no espaço econômico brasileiro e que são fortemente responsáveis pela nova distribuição territorial das indústrias, principalmente no caso da atração destas em direção aos estados meridionais do país.
Do assunto referido no texto acima, é verdadeiro afirmar que:
o crescimento ocorrido no período citado posicionou a economia do país entre as mais industrializadas do mundo, sendo que, na mesma época, as políticas públicas objetivando a redistribuição de renda e a desconcentração da atividade econômica, amenizaram as desigualdades econômicas regionais, haja vista que tornaram as Regiões Norte e Nordeste tão competitivas neste aspecto quanto o Sul e o Sudeste
a criação da Zona Franca de Manaus, nos anos 60, tinha como objetivo diminuir as desigualdades regionais entre a Amazônia e o resto do país, promovendo o seu desenvolvimento. Tal fato fez com que a mesma deixasse de ter bolsões de pobreza, como ocorre no Sudeste, que tem áreas extremamente pobres, como o Vale do Jequitinhonha no norte mineiro.
o Plano Real (1994) provocou o término da instabilidade inflacionária no país e, aliado à abertura comercial e às privatizações colocaram em evidência as especificidades de cada região, mostrando com isso que as desigualdades regionais existem e que a heterogeneidade espacial é conseqüência do modo como as relações sociais capitalistas se difundem em nosso território.
as duas regiões mais desenvolvidas do país, Sul e Sudeste, representam em conjunto a maior parte da superfície do território nacional, daí o elevado crescimento do PIB brasileiro nos anos 90 do século XX. Ressalte-se que nessas regiões as diferenças intra-regionais são inexpressivas.

A saída de população da região II em direção a outras partes do país ainda ocorre nos dias de hoje, causada, principalmente, pela ausência de investimentos nas atividades produtivas dessa região.
A partir dos dados do gráfico, é possível inferir que o número de pequenas propriedades agrícolas está diminuindo, enquanto o volume da produção tem aumentado.
Considere os textos:
I. a capital, São Paulo, vem conhecendo contínua desindustrialização. Nas áreas mais distantes, ao longo dos principais eixos de circulação rodoviária, a expansão da área industrial tende a se dar nos municípios de porte médio que podem garantir um determinado padrão de serviços urbanos;
II. a manutenção da posição de primazia da cidade de São Paulo é dependente da capacidade crescente do capital produtivo, como do mercado mundial.
Sobre os textos é correto afirmar que
I e II estão corretos e discutem a competitividade estabelecida no espaço do estado de São Paulo.
I e II se completam e tratam das recentes transformações industriais e urbanas em São Paulo.
I e II apresentam o descompasso econômico que se estabeleceu entre a capital e o interior paulista.
I evidencia a tendência de crescimento do interior e II mostra a desaceleração econômica da metrópole.
I mostra uma visão otimista da industrialização do interior, enquanto II é realista ao mostrar a desmetropolização.
Após a proclamação da República, o território brasileiro, caracterizado até então pelas monoculturas de açúcar, algodão, café e pelo extrativismo (ouro e borracha), ganhou novos contornos no âmbito das atividades econômicas, que, contudo, continuaram ligadas à exportação.
Do ponto de vista do consumo, pelos setores populares, dos alimentos gerados nos dois cultivos citados no texto, é correto afirmar que a segunda atividade é voltada quase na sua totalidade para o consumo local, ao passo que a primeira é destinada ao mercado das grandes metrópoles bem como ao mercado internacional.
A melhoria na qualidade de vida das populações está intrinsecamente relacionada ao uso dos recursos naturais. Nesse sentido, as medidas que visam a sustentabilidade das atividades econômicas não incluem o(a)
uso múltiplo da água e a consideração da bacia hidrográfica como unidade de planejamento.
insolação.
aproveitamento das fontes alternativas de energia.
diminuição da qualidade de vida de toda a população por meio da maximização dos benefícios monetários na exploração dos recursos como prioridade.
Ao estudar as atuais tendências da indústria na metrópole paulista, Lencioni refere-se a São Paulo utilizando-se da expressão metrópole
descentralizada porque cada vez mais as empresas oligopolísticas se expandem pelo interior do estado, levando consigo os empregos dos setores secundário e terciário, além de influírem no setor primário.
expandida porque a industrialização do interior recria uma nova divisão territorial e social do trabalho sem, contudo, gerar uma deseconomia interna na metrópole.
polinucleada para se referir ao surgimento de novas áreas metropolitanas industriais no entorno do núcleo metropolitano central que ainda ocupa o topo da hierarquia urbana.
desconcentrada para se referir ao processo de expansão da indústria para o interior porque este processo é organizado pela atuação dos grupos econômicos que centralizam o comando na cidade de São Paulo.
aglomerada para se referir ao fato de que mesmo com a reestruturação espacial da indústria, São Paulo continua sendo macrocéfala não só em relação ao estado como, também, no plano nacional.
Considere o gráfico abaixo.

Analisando a participação dos setores no PIB, pode-se afirmar que a instalação do processo de substituição das importações
alterou o comportamento do setor secundário, entre as décadas de 1950 e 60.
manteve a participação do setor secundário, entre as décadas de 1950 e 1985.
transformou o setor secundário como o de maior participação, entre as décadas de 1960 e 85.
manteve a indústria como geradora de 1/3 do PIB entre as décadas de 1985 e 1995.
esgotou seu potencial, rebaixando o setor secundário para a posição de vice-liderança no PIB.
O Brasil é um país de intenso processo migratório interno. Observe o mapa e assinale a alternativa que indica as atividades e os eixos de expansão da população para os números 1 e 2.

Industrialização
1. Expansão da Agroindústria MT
2. Expansão da Indústria do Aço GO
Fronteira de mineração
1. Garimpo MT
2. Minério de Ferro MT
Fronteira agrícola
1. para o MS e MT
2. para GO e MT
Urbanização
1. Novas cidades MS e MT
2. Novas cidades GO
Rotas dos imigrantes europeus
1. Migração dos Italianos MT
2. Migração dos Espanhóis MS
Em 1967 o geógrafo Pedro P. Geiger elaborou uma proposta de divisão do país em três complexos regionais. Essa divisão se assentou em critérios diferentes daqueles que haviam orientado os técnicos do IBGE na delimitação das microrregiões oficiais.
A respeito dessa proposta de divisão regional do Brasil, considere as seguintes afirmativas:
I - A delimitação dos complexos regionais é moldada pelos limites político-administrativos das unidades da federação.
II - Os complexos apresentam níveis semelhantes de articulação interna, inter-regional e internacional.
III - A circulação, o consumo e a gestão de atividades são verificados de forma diferenciada em cada complexo regional.
IV - Os complexos regionais espelham, no plano espacial, os resultados da integração econômica promovida pela região de maior concentração industrial no país.
Os fatores são corretamente apresentados apenas nos itens:
I, II e IV
II, III e IV
II e III
III e IV
I e IV
A diversidade da indústria pernambucana coloca o Estado numa posição privilegiada no Nordeste. A economia caracteriza-se pela existência de pólos específicos de produção de bens localizados em diversas áreas do estado. Dentre esses pólos, o Recife é responsável pelo Pólo
Metal mecânico de linha branca.
Gesseiro e de cimento.
Tecnológico e eletrônico.
de industrialização do leite.
de cerâmica.
O Estado nacional brasileiro, desde os seus primórdios, pauta-se na consolidação de uma economia escravagista, direcionada, no mercado interno, para o escambo.
Mudanças importantes ocorreram no espaço da cafeicultura brasileira. De primeiro produto de exportação do país e motor de abertura de frentes pioneiras agrícolas em São Paulo e no Paraná no início do século XX, crises do setor alteraram esse quadro. Nas últimas décadas do século XX mudaram as áreas produtoras e os modos de produzir. Essas mudanças são:
redução da área cultivada nas zonas tradicionais de cultivo e retorno ao Vale do Rio Paraíba do Sul, aumento da produtividade pelos investimentos maciços em insumos e mecanização das colheitas;
perda de competitividade de São Paulo e do Paraná, deslocamento da produção para Minas Gerais, hoje o maior produtor, preocupação com a qualidade dos grãos e cultivo em médias e pequenas propriedades;
deslocamento da produção para as zonas de cerrados, elevados investimentos em tecnologia, produção irrigada em grandes propriedades totalmente voltadas para a exportação;
concentração da produção em pequenas propriedades das antigas áreas de latifúndios de São Paulo e do Paraná, além de expansão para áreas novas como, Espírito Santo e Rio de Janeiro;
cultivo de grãos de menor qualidade, porém com maior produtividade, e mais adequados à indústrias de café solúvel e à exportação.
Nas últimas décadas, com a expansão do movimento ambientalista no mundo, entra em cena uma nova figura no processo de planejamento e gestão territorial: as ONGs, Organizações Não Governamentais. As ONGs têm se multiplicado em número e diversificado seu escopo, apresentando hoje múltiplos interesses e características.
Analise as frases abaixo quanto às características e funções desempenhadas atualmente pelas ONGs no Brasil.
I. Têm auxiliado o Estado em algumas ações de monitoramento e fiscalização do cumprimento de dispositivos legais.
II. Estão impedidas de estabelecer co-gestão de áreas protegidas do poder público e da iniciativa privada, apesar de poder apresentar quadros técnicos adequados.
III. Mobilizam poucos recursos financeiros, em geral insatisfatórios, no que se refere aos estudos aos quais se propõe a realizar.
IV. Têm dificultado o trabalho técnico-científico interdisciplinar.
Está correto APENAS o que se afirma em
I.
II.
III.
III e IV.
I e II.
Na agricultura familiar o acesso ao crédito contribui para fixar o trabalhador rural no campo, ajudando a evitar também sua expropriação, o que justifica os incentivos concedidos conforme mostra o gráfico.
Em decorrência do desenvolvimento industrial brasileiro, observa-se uma redistribuição da população no território nacional, com a movimentação de grandes fluxos migratórios.