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A organização do espaço mundial e a divisão geográfica dos continentes não se explicam apenas por critérios físicos, mas também por construções históricas, políticas e geopolíticas que refletem relações de poder em escala global. Considerando essa perspectiva, analise as afirmativas a seguir:
I.A divisão dos continentes combina critérios físico-naturais, como estruturas geológicas e limites oceânicos, com critérios históricos e culturais, o que explica controvérsias conceituais, como a separação entre Europa e Ásia.
II.A organização geopolítica do espaço mundial resulta da articulação entre Estados nacionais, blocos regionais e organismos internacionais, influenciando a redefinição de fronteiras funcionais, ainda que as fronteiras políticas permaneçam formalmente estáveis.
III.A regionalização continental adotada nos principais atlas geográficos internacionais elimina ambiguidades conceituais, garantindo consenso científico sobre o número e os limites exatos dos continentes.
IV.A noção de continente, no contexto da Geopolítica contemporânea, pode ser mobilizada estrategicamente para reforçar identidades regionais, justificar alianças internacionais ou legitimar projetos de poder em escala global.
V.A globalização econômica reduziu significativamente a relevância da divisão continental do espaço mundial, tornando-a residual para análises geográficas e geopolíticas atuais.
Assinale a alternativa CORRETA:
Apenas as afirmativas II, III e IV estão corretas.
Apenas as afirmativas I, III e V estão corretas.
Apenas as afirmativas I, II e V estão corretas.
Apenas as afirmativas III, IV e V estão corretas.
Apenas as afirmativas I, II e IV estão corretas.
O Oriente Médio é frequentemente descrito como uma das regiões mais estratégicas, e, ao mesmo tempo, mais instáveis dentro da perspectiva geopolítica. Sua importância não se restringe apenas às disputas locais, afetando diretamente a economia e a segurança de todo o mundo.
Considerando as dinâmicas territoriais, econômicas e políticas que marcam o Oriente Médio no século XXI, é CORRETO afirmar que:
a influência da China no Oriente Médio caracteriza-se por intervenções militares diretas e pelo envio frequente de tropas para garantir a segurança das rotas comerciais, substituindo a estratégia de investimentos econômicos pela força armada.
com o fim da Guerra Fria, o Oriente Médio consolidou-se como uma zona de influência exclusiva e inquestionável dos Estados Unidos, que conseguiram estabilizar a região e afastar completamente os interesses de potências como Rússia e China.
os intensos conflitos recentes na região, como a guerra na Síria, comprovam o fortalecimento e a soberania do Estado-nação tradicional, onde os governos oficiais mantêm o controle total de seus territórios e o monopólio do uso da força.
o avanço da atual transição energética global fez com que o Oriente Médio perdesse sua importância estratégica, visto que o controle sobre as reservas de petróleo e gás natural deixou de ser um fator de poder e influência internacional.
a relevância geopolítica da região está fortemente ligada à sua posição como ponto de encontro entre Europa, Ásia e África, abrigando “corredores logísticos” vitais, como o Estreito de Ormuz, essenciais para o escoamento global de petróleo.
No campo da Geografia Política e da Geopolítica, a interpretação das fronteiras, dos limites e da inserção internacional do Estado não pode ser reduzida à mera descrição do contorno territorial, pois envolve dimensões normativas, estratégicas, funcionais e relacionais que operam em planos analíticos distintos.
Nessa perspectiva, limite, fronteira, cooperação fronteiriça, política externa e integração territorial constituem categorias reciprocamente articuladas, mas não equivalentes, exigindo leitura que separe a definição jurídico-formal do território das dinâmicas geopolíticas que incidem sobre sua projeção e gestão.
Assinale a alternativa CORRETA:
Os limites internacionais exprimem a fixação jurídico-formal da extensão territorial do Estado, ao passo que as fronteiras podem ser compreendidas como espaços de contato, regulação, circulação e interação, sem que sua relevância geopolítica se esgote na função demarcatória do traçado interestatal.
A fronteira se distingue do limite por possuir natureza predominantemente geopolítica e funcional, enquanto o limite se refere à faixa territorial de transição sujeita a cooperação interestatal, circulação regulada e articulações econômicas entre espaços contíguos.
A integração territorial e a cooperação fronteiriça constituem expressões operacionais da política externa, razão pela qual sua incidência espacial decorre menos de dinâmicas regionais concretas do que da formalização diplomática dos objetivos internacionais do Estado.
A política externa, em perspectiva geográfica, corresponde à projeção internacional dos interesses do Estado, enquanto fronteiras e limites integram categorias de natureza interna, cujo tratamento territorial se resolve no plano jurídico-cartográfico da soberania.
A geopolítica das fronteiras se concentra na preservação estratégica da integridade espacial do Estado, de modo que processos de cooperação fronteiriça e integração regional assumem caráter acessório diante da primazia jurídico-territorial dos limites internacionais.
Assinale a opção em que é corretamente descrita, de acordo com a BNCC do ensino médio para a área de ciências humanas e sociais aplicadas, a habilidade diretamente relacionada à competência específica 2, cujo objetivo consiste em analisar a formação de territórios e fronteiras em diferentes tempos e espaços, mediante a compreensão das relações de poder que determinam as territorialidades e o papel geopolítico dos Estados-nações.
Identificar diversas formas de violência (física, simbólica, psicológica etc.), suas principais vítimas, suas causas sociais, psicológicas e afetivas, seus significados e usos políticos, sociais e culturais, discutindo-se e avaliando-se mecanismos para combatê-las, com base em argumentos éticos.
Analisar as características socioeconômicas da sociedade brasileira com base em diferentes fontes e propor medidas para enfrentar problemas e construir uma sociedade mais próspera, justa e inclusiva, valorizando-se o protagonismo, a autoestima, a autoconfiança e a empatia dos cidadãos.
Analisar e avaliar os impactos das tecnologias na organização e dinâmica de grupos, povos e sociedades contemporâneos, considerados os fluxos populacionais, financeiros, informacionais, culturais e éticos, e suas influências nas decisões políticas, sociais, ambientais, econômicas e culturais.
Identificar, analisar e comparar diferentes fontes e narrativas para compreender ideias filosóficas e processos históricos, geográficos, políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais.
Debater e avaliar o papel da indústria cultural e das culturas de massa no estímulo ao consumismo, seus impactos econômicos e socioambientais, com vistas à percepção crítica das necessidades criadas pelo consumo e à adoção de hábitos sustentáveis.
No cenário geopolítico e econômico mundial do século XXI, o grupo conhecido como BRICS assume um papel de destaque. A principal relevância geopolítica desse bloco reside no fato de ele representar
uma aliança militar defensiva para proteger seus membros de interferências das potências tradicionais do Atlântico Norte.
um fórum de cooperação que busca ampliar a influência política e econômica de países emergentes, criando um contrapeso ao poderio das nações mais ricas.
uma zona de livre-comércio com a busca de moeda única, para facilitar as transações financeiras entre as nações membros.
um bloco regional homogêneo, baseado na proximidade territorial e na integração de suas infraestruturas financeiras.
A geografia política estuda o território enquanto arena fundadora da política e das condições necessárias à existência e à manutenção de determinado modelo de sociedade.
Certo
Errado
Nossos objetivos [dos Estados Unidos da América] para o Hemisfério Ocidental podem ser resumidos em “Alistar e Expandir”. Alistaremos aliados estabelecidos no Hemisfério para controlar a migração, deter o fluxo de drogas e fortalecer a estabilidade e a segurança na terra e no mar. Expandiremos, cultivando e fortalecendo novas parcerias, ao mesmo tempo em que reforçaremos o apelo de nossa nação como parceira econômica e de segurança preferencial do Hemisfério.
Adaptado de ESTADOS UNIDOS. Casa Branca. National Security Strategy. Washington, DC: The White House, 2025, p. 16
Após trabalhar o trecho do documento Estratégia Nacional de Segurança dos Estados Unidos, de 2025, com uma turma do Ensino Médio, um docente de Geografia deseja avaliar se os estudantes desenvolveram a habilidade de ler criticamente documentos de política externa, identificando interesses geopolíticos expressos na linguagem diplomática e relacionando-os às disputas de poder no sistema internacional contemporâneo.
Assinale o instrumento avaliativo mais adequado para verificar essa habilidade.
Uma prova objetiva com questões que solicitem a definição de conceitos como hegemonia hemisférica, multipolaridade e segurança internacional, verificando se os estudantes dominam categorias utilizadas em estudos geopolíticos.
Uma produção escrita em que os estudantes analisem um trecho de outro documento oficial de política externa, identificando estratégias, interesses e objetivos geopolíticos apresentados no discurso diplomático e relacionando-os às disputas de influência entre diferentes atores internacionais.
Uma pesquisa individual sobre a atuação dos Estados Unidos no Hemisfério Ocidental, reunindo informações históricas sobre intervenções, acordos e alianças e apresentando uma síntese cronológica das principais ações realizadas pelo país.
Uma apresentação em grupo sobre os impactos das políticas de segurança anunciadas pelos EUA, articulando as dimensões geopolíticas, humanitárias e de direitos humanos das diretrizes de controle migratório descritas no documento.
A elaboração de um mapa conceitual relacionando conceitos como hegemonia, segurança, alianças estratégicas e influência regional, demonstrando a capacidade de sistematizar os conteúdos estudados sobre geopolítica.
A intervenção norte-americana no Vietnã não pode ser explicada sem a estratégia territorial de contenção da União Soviética, mas essa estratégia também se relacionava à necessidade de manter parcelas do mundo abertas às trocas, ao comércio e ao investimento externo. De modo semelhante, ações estatais podem contrariar interesses imediatos de determinados capitais e, ainda assim, reorganizar condições mais amplas de acumulação. Qual procedimento analítico preserva essa dupla determinação?
Tomar a lógica territorial como nível explicativo principal e considerar os processos de acumulação apenas como consequências econômicas das decisões estratégicas tomadas pelos Estados.
Tomar a lógica capitalista como determinação estrutural e interpretar estratégias territoriais como instrumentos contingentes que não possuem temporalidade nem interesses próprios.
Analisar a relação dialética, problemática e muitas vezes contraditória entre a lógica territorial do poder e a lógica capitalista do poder, mantendo ambas em movimento sem reduzir uma à outra.
Ordenar as duas lógicas em etapas sucessivas: primeiro o Estado define a estratégia territorial e, depois, o capital adapta autonomamente comércio, finanças e investimentos.
Considerar que as duas lógicas convergem nos Estados hegemônicos, de modo que divergências entre estratégia territorial e acumulação são desvios conjunturais sem relevância analítica.
A compreensão da política e da cultura mundial envolve a análise de processos históricos e geopolíticos que contribuíram para a organização do espaço mundial. Sobre esse tema, analise as asserções a seguir.
I- O estudo da política e da cultura mundial deve restringir-se à perspectiva dos países europeus, uma vez que foi a Europa a principal responsável pela constituição da ordem mundial moderna.
II - Entender a dimensão sociocultural e geopolítica da Eurásia na formação e constituição do Estado Moderno e nas disputas territoriais possibilita uma aprendizagem com ênfase no processo geohistórico, ampliando e aprofundando as análises geopolíticas, por meio das situações geográficas que contextualizam os temas da geografia regional.
Assinale a alternativa correta.
A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é um complemento da I.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
As asserções I e II são proposições falsas.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é um complemento da I.
Na bacia compartilhada por dois países, uma barragem a montante altera vazão, navegação e irrigação a jusante, e a recarga de um aquífero entra no acordo. Assinale a assertiva CORRETA sobre o uso geopolítico dos recursos hídricos.
O uso geopolítico da água restringe-se a ampliar captação local por poços rasos, e acordos tratam de abastecimento urbano, deixando energia e irrigação em segundo plano.
Conflitos por água explicam-se por variação do ciclo hidrológico, e acordos organizam-se por latitude e altitude, definindo vazões e deixando usos econômicos fora do centro.
A gestão hídrica baseia-se em limites municipais, e divisores de água têm função cartográfica, com aquíferos respondendo como rios superficiais em curto prazo.
A regulação de vazões por barragens produz efeitos equivalentes para diversos usuários, e a gestão concentra-se em preços, com baixa relevância de tratados.
O controle de cabeceiras e barragens permite regular vazões e energia, afetando usuários a jusante, e áreas de recarga de aquíferos transfronteiriços entram em negociações.
No contexto da Nova Ordem Mundial do século XXI, a noção clássica de conflito interestatal foi progressivamente ampliada por estratégias que combinam instrumentos militares, econômicos, informacionais e tecnológicos. A chamada guerra híbrida e a centralidade do ciberespaço expressam transformações profundas nas formas de exercício do poder geopolítico. À luz dessa perspectiva, assinale a alternativa CORRETA:
A utilização do ciberespaço em conflitos contemporâneos é restrita a ações defensivas, voltadas à proteção de sistemas informacionais, não sendo empregada como instrumento ofensivo ou de coerção internacional.
As práticas associadas à guerra híbrida configuram fenômeno inteiramente novo, inexistente durante a Guerra Fria, quando os conflitos se limitavam a confrontos militares diretos entre Estados.
A guerra híbrida tende a afetar exclusivamente países periféricos, uma vez que Estados centrais dispõem de mecanismos institucionais e tecnológicos que os tornam imunes a operações de desinformação e ataques cibernéticos.
A incorporação do ciberespaço às estratégias geopolíticas reduziu a importância do território físico, uma vez que os conflitos passaram a ocorrer prioritariamente em ambientes digitais, desvinculados de bases materiais e de Estados nacionais.
A guerra híbrida caracteriza-se pela articulação entre meios convencionais e não convencionais — como sanções econômicas, operações cibernéticas, desinformação e pressões diplomáticas —, sendo o ciberespaço um território estratégico no qual se disputam infraestruturas críticas, fluxos de informação e legitimidade política.
O pensamento geográfico conheceu, ao longo do tempo, diversas correntes teóricas e metodológicas. As correntes do pensamento geográfico são as diferentes abordagens que a Geografia utilizou, sobretudo ao longo do Século XX, para estudar as relações entre o ser humano, a natureza e o espaço. Destacam-se como correntes de pensamento geográfico: o Determinismo Ambiental, o Possibilismo, o Método Regional, a Nova Geografia e a Geografia Crítica.
Assinale, a seguir, a alternativa cuja concepção e abordagem identificam-se com a corrente denominada de Geografia Crítica.
Defende a teoria de que o ambiente físico, como clima, relevo e geografia, molda e comanda o desenvolvimento social, cultural e econômico das sociedades humanas.
Estabelece o rompimento da neutralidade no estudo da geografia e propõe um engajamento, junto a toda conjuntura social, econômica e política, na defesa dos direitos civis e sociais e diminuição das desigualdades.
Promove grandes modificações na abordagem metodológica da Geografia. Baseada no neopositivismo lógico, essa nova corrente geográfica surgiu com a necessidade de exatidão, através de conceitos mais teóricos e apoiados em uma explicação matemático-estatística."
É um paradigma que visa analisar o espaço geográfico de forma a criticar o sistema capitalista e seus problemas e a globalização excludente, a partir de uma leitura meramente descritiva da organização do espaço.
É uma abordagem que foca no estudo e na coleta de informações de porções da superfície terrestre, através da integração de fenômenos heterogêneos (naturais e humanos) que as caracterizam e as diferenciam de outras áreas.
Em relação à política e cultura mundial, o termo “soft power” designa:
influência obtida por meio de intervenções militares e sanções econômicas.
domínio territorial direto por ocupação física de espaços estratégicos.
controle de matérias-primas energéticas por monopólios estatais.
capacidade de influenciar outros atores por atração cultural, valores e legitimidade política.
uso sistemático de espionagem eletrônica em negociações diplomáticas.
A geopolítica da Amazônia impõe leitura que articule soberania, defesa do território, planejamento nacional, ordenamento espacial e agendas internacionais de desenvolvimento sustentável, sem reduzir a região nem a um mero ativo estratégico-militar, nem a um simples patrimônio ambiental submetido a racionalidades externas.
Nessa perspectiva, a centralidade amazônica decorre precisamente de sua inserção simultânea em escalas nacionais e globais, nas quais se entrelaçam recursos, circulação, cooperação, regulação e disputa de projetos territoriais.
Assinale a alternativa INCORRETA:
A Amazônia pode ser compreendida como espaço de projeção geopolítica do Estado, no qual soberania, ordenamento territorial e desenvolvimento sustentável se articulam sem que a defesa do território se reduza à dimensão estritamente militar.
A incorporação de agendas globais de sustentabilidade ao planejamento amazônico não implica, por si, renúncia à soberania, desde que a condução das políticas territoriais preserve a capacidade decisória do Estado sobre seu próprio espaço.
A geopolítica da Amazônia envolve recursos estratégicos, integração territorial, presença estatal e cooperação internacional, razão pela qual a leitura da região não se esgota nem na ótica ambientalista, nem na ótica exclusivamente securitária.
O reconhecimento internacional da relevância ambiental da Amazônia transfere a gestão territorial para instâncias supranacionais, de modo que o Estado brasileiro perde competência decisória vinculante sobre a definição de políticas e normas aplicáveis ao território.
O planejamento territorial da Amazônia pode incorporar diretrizes de sustentabilidade em múltiplas escalas, sem que isso elimine a centralidade do Estado na definição de estratégias de ocupação, integração e proteção do território.
A geografia política moderna, como área de conhecimento consolidada, sofreu influência direta da escola alemã.
Certo
Errado
De acordo com Schiocchet (2011), o que explica a chamada Primavera Árabe, hoje, não é especialmente o contexto político das últimas décadas, mas sim o contexto histórico mais amplo da região. Diante disso e considerando os processos históricos e geopolíticos relacionados à formação do Oriente Médio contemporâneo, assinale a alternativa correta.
A organização territorial dos Estados do Oriente Médio resultou, predominantemente, da correspondência entre fronteiras políticas, identidades étnicas e unidades religiosas homogêneas.
A compreensão da Primavera Árabe deve considerar processos históricos de longa duração, entre eles, a atuação colonial europeia, a formação dos Estados nacionais, a questão palestina e as disputas geopolíticas associadas à Guerra Fria.
As revoltas da Primavera Árabe constituíram um movimento homogêneo, conduzido por organizações políticas de orientação comum e com objetivos semelhantes em todos os países atingidos.
A formação dos Estados nacionais do Oriente Médio ocorreu sem interferência significativa das potências estrangeiras, sendo determinada essencialmente pelas estruturas políticas locais.
A invasão russa da Ucrânia iniciada em fevereiro de 2022 evidenciou o papel estratégico da Bielorrússia como Estado-tampão e aliado geopolítico da Rússia no contexto pós-Guerra Fria. Sobre o posicionamento geopolítico da Bielorrússia no conflito ucraniano, é correto afirmar que:
A Bielorrússia declarou guerra à Ucrânia conjuntamente com a Rússia em fevereiro de 2022, enviando tropas regulares bielorrussas para combater em território ucraniano ao lado das forças russas, consolidando a participação militar direta de Minsk no conflito.
A adesão da Finlândia e Suécia à OTAN eliminou completamente a relevância estratégica da Bielorrússia para a Rússia, tornando o Corredor de Suwalki irrelevante para as dinâmicas geopolíticas entre OTAN e Moscou.
A Bielorrússia manteve neutralidade estrita no conflito, recusando-se a permitir uso de seu território por forças russas e mediando negociações diplomáticas entre Moscou e Kiev, posicionando-se como ator independente na geopolítica regional.
O anúncio russo de instalação de armas nucleares táticas em território bielorrusso em 2023 visou exclusivamente dissuadir ataques ucranianos contra a Bielorrússia, sem qualquer relação com a estratégia militar russa contra a OTAN ou pressão sobre países bálticos.
O território bielorrusso serviu como plataforma de lançamento para a ofensiva russa inicial contra Kiev através da fronteira norte da Ucrânia, embora o regime de Lukashenko tenha evitado envolvimento militar direto de tropas bielorrussas no conflito.
A aceleração contemporânea torna clara a necessidade de atualizar análises sobre antigos conflitos(...). Juntam-se a esse complexo quadro novos agentes e novas situações geográficas que desequilibram a balança do poder global.
Cataia, Márcio. "Notas metodológicas de um curso de Geografia Política." Boletim Campineiro de Geografia 14.1 (2024) Adaptado
Sobre a perspectiva colocada no texto, avalie as afirmativas a seguir.
I. A geopolítica atual conceitua a guerra híbrida como um enfrentamento militar de Estados distintos, que perturba um processo histórico normal da paz.
II. O ciberespaço é um novo espaço de disputa entre os Estados, marcado por sua infraestrutura técnica de redes digitais, satélites e sistemas de comunicação.
III. As fronteiras continuam tendo a função geopolítica de controle, administração e calibração de fluxos, mesmo que apresentem certa porosidade.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
III, apenas.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.

Disponível em: https://www.em.com.br/internacional/2025/. Acesso: 18 de dez. 2025. (Adaptada)
A Imagem indica a tensão geopolítica entre dois países presente
no conflito militar e diplomático, na região do Estreito de Tsushima.
nos exercícios militares chineses realizados ao redor da ilha de Taiwan.
na militarização da região do Pacífico Sul com a compra de caças russos.
no restabelecimento dos direitos da China, sobre os Rochedos de Liancourt.
na construção do gasoduto da Gazprom atravessando o território da Mongólia.
No dia 24/11/25, a grande mídia divulgou a notícia de que o Governo Trump incluiu o governo de Nicolás Maduro na lista de grupos terroristas. Com base nos recentes desdobramentos geopolíticos envolvendo Estados Unidos e Venezuela, em que o governo norteamericano classifica o suposto “Cartel de los Soles” como organização terrorista e vincula o presidente Nicolás Maduro a ele, e a Venezuela acusa Washington de buscar uma mudança de regime e uma escalada militar no Caribe, analise as afirmações a seguir e assinale a opção CORRETA.
Fonte:<https://g1.globo.com/mundo/noticia/2025/11/24/eua-cartel-de-los-soles-grupo-terrorista.ghtml>
A estratégia norte-americana de vincular o governo venezuelano ao narcoterrorismo permite a Washington invocar o princípio de legítima defesa e abrir caminho para a imposição de sanções mais rigorosas, bloqueio de ativos e uso de força militar sob o pretexto de combater o terrorismo internacional, sem necessitar de aprovação do Conselho de Segurança da ONU.
A classificação do “Cartel de los Soles” como organização terrorista pelos EUA tem como principal objetivo geopolítico a liberação de vastas reservas de petróleo venezuelano para o mercado global, através de uma intervenção militar direta e imediata, garantindo a baixa dos preços internacionais.
Aescalada militar e as acusações no Caribe representam um exemplo de Deterrence (Dissuasão) na Geopolítica, em que os Estados Unidos buscam evitar que a China ou a Rússia estabeleçam bases militares permanentes na Venezuela, o que ameaçaria diretamente a doutrina de Monroe.
A resposta do governo venezuelano, que mobiliza sua milícia e nega a existência do Cartel, demonstra a sua total capacidade de dissuasão e poderio militar equilibrado frente à superioridade bélica dos EUA, tornando inviável qualquer tipo de intervenção militar direta.
O conceito de “Narcoestado” é amplamente aceito e aplicado à Venezuela pela comunidade internacional (incluindo Brasil, União Europeia e a maioria dos países latino-americanos) como uma categoria consensual para descrever a infiltração completa e comprovada do tráfico de drogas no alto escalão do governo, o que unifica o bloco de oposição a Maduro.