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As formas e as dimensões dos estados brasileiros refletem diferentes temporalidades no processo de ocupação do território brasileiro e as diferenciações regionais produzidas durante esse processo. Como um dos últimos episódios desse processo, pode-se destacar
o movimento que luta pela formação do estado do Triângulo, tendo como núcleo as cidades de Uberlândia e Uberaba, com a justificativa de que a economia da região apresenta características do Centro-Oeste.
a revisão dos limites entre os estados de Santa Catarina e Paraná, em 2000, cujo litígio vem desde o século XIX, por ocasião da ocorrência da Guerra do Contestado, envolvendo pecuaristas da região que lutavam pela criação do estado do Iguaçu.
a proposta de união dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, feita pelo IBGE em 1991, a partir dos estudos do geógrafo André Martim sobre as desigualdades na divisão dos estados brasileiros.
a divisão do estado de Goiás, com a criação do estado do Tocantins em sua parte norte, no bojo da Constituição de 1988, além da inclusão desse novo estado na região Norte, pelos critérios de classificação do IBGE.
o fim dos territórios do Amapá e Roraima, em 1990, com a transformação desses em estados da federação brasileira, como estratégia de consolidação da fronteira norte e estabelecimento da soberania nacional sobre as áreas indígenas.
No Brasil, a crescente divisão territorial do trabalho e a ampliação das articulações inter-regionais via telégrafos, ferrovias, rodovias e, mais recentemente, telecomunicações gerou uma rede urbana efetivamente nacional. A rede urbana brasileira foi de fato integrada:
após a formação do meio técnico-científico informacional dos anos 80;
após a Segunda Guerra, sobretudo a partir do processo de industrialização dos anos 50;
pela recente expansão da internet, que permite a comunicação em tempo real;
com a expansão da atividade cafeeira durante o século XIX;
com a integração da Região Centro-Oeste ao núcleo dinâmico, propiciada pela produção de soja.
Entre as décadas de 70 e 90, o número de estabelecimentos industriais na Zona Metropolitana, no município de São Paulo e no interior do estado, passaram respectivamente de 36,09%, 28,94% e 6,95% do total nacional para 21,95%, 9,23% e 12,26%. Essas mudanças refletem:
I- o processo de desconcentração industrial da metrópole paulista;
II- a crise econômica do país, que afetou seu mais importante parque industrial;
III- a economia de escala, que atrai as indústrias para os grandes centros urbanos do interior;
IV- a atratividade do interior pela disponibilidade de infraestrutura e de mão-de-obra.
A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são somente:
I e II;
I, II e III;
I e IV;
II e III;
II e IV.
Analise com atenção o mapa abaixo, que representa a divisão do território brasileiro em regiões geoeconômicas. Neste mapa, o norte do estado de Minas Gerais está incluído no Complexo Regional Nordestino. Que fato justifica tal inclusão?

Este espaço geo econômico se assemelha ao Nordeste úmido da Zona da Mata, onde a atividade predominante é a monocultura da cana-de-açúcar, que é a mesma que tem destaque na sub-região em questão.
Aí situa-se o Vale do Jequitinhonha, uma das mais prósperas e dinâmicas áreas de Minas Gerais e da Bahia, configurando-se como um pólo industrial de grande significado no contexto regional e nacional.
Apresenta características geo-econômicas encontradas no Polígono das Secas, do qual é considerado parte integrante, e tido como um dos maiores "bolsões" de pobreza e miséria do território brasileiro.
Além de ser uma área de atuação da Sudene, possui características geo-econômicas semelhantes ao Agreste, inclusive com muitos trechos mais úmidos, que são os chamados "cariris", espaços de próspera agricultura de irrigação, principalmente a fruticultura, cuja produção destina-se basicamente à exportação.
O processo de formação territorial do Brasil inclui o aumento do número de municípios.
A região geoeconômica do Centro-Sul brasileiro é a mais dinâmica do país, respondendo por grande parte do valor da produção industrial e agrícola do Brasil.
O Oeste da Bahia é hoje reconhecido como o “Novo” Nordeste. Um novo espaço econômico vem sendo construído principalmente em função da expansão da agroindústria da soja nos cerrados ou gerais do Nordeste Ocidental.
A partir do texto, analise as afirmações a seguir:
I. a ocupação do oeste baiano testemunhou a inversão de um processo migratório dominante até os anos 80: foram os sulistas que, numa extensão de uma vasta rede regional construída no interior do Brasil, invadiram o Nordeste;
II. nessa área ocorreu o encontro inédito entre dois extremos da formação social brasileira: generalizando, o grupo mais influenciado pela cultura européia, os sulistas descendentes de italianos e alemães, e o mais influenciado pela cultura africana e cabocla, os baianos;
III. no “Novo” Nordeste conjuga-se uma modernização amplamente comandada pelos interesses privados e uma natureza dominada pela planura que estimula o padrão geométrico de ocupação e facilita a mecanização agrícola;
IV. aqui, a rodovia, o asfalto, condicionou a organização do espaço, valorizando terras, dirigindo o comércio, fazendo brotar cidades – como que repetindo o papel da ferrovia e das estações de trem na ocupação do oeste paulista nos anos 40;
Assinale:
se apenas as afirmativas I e II estão corretas;
se apenas as afirmativas III e IV estão corretas;
se apenas as afirmativas II e IV estão corretas;
se apenas as afirmativas I, III e IV estão corretas;
se todas as afirmativas estão corretas.
Analise as afirmações a seguir sobre a localização geográfica do Brasil.
I. Nosso país, imensa região ocidental, possui áreas no Hemisfério Norte e no Hemisfério Sul.
II. O Equador corta o Amapá, Pará, Roraima e Amazonas.
III. O Trópico de Capricórnio corta São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul.
IV. A Argentina faz fronteira com o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
V. A Bolívia faz divisa com Acre, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Está (ão) correta (s)
apenas uma afirmação.
apenas duas afirmações.
apenas três afirmações.
apenas quatro afirmações.
todas as afirmações.
Embora a região Norte seja rica em recursos hídricos, dado o seu alto índice de chuvas, há um fator desvantajoso para a navegação que é a ausência de rios de planície.
A concentração da população brasileira no litoral se deu em função do clima úmido ali encontrado, em contraste com todo o restante do país.
Atualmente, no Brasil, crescem as metrópoles nacionais como o Rio de Janeiro, em detrimento das pequenas e médias cidades que, inversamente, experimentam decréscimo em sua população.
Criação de novos municípios e estados tem a ver com a dinamização e o crescimento econômico que têm ocorrido em determinadas regiões brasileiras.
A cornubação e as migrações sazonais são pertinentes à aglomeração urbana reconhecida na imagem.

mercantilismo / Estado;
imperialismo / transnacionais;
geopolítica / empresariado nacional;
contra-Reforma / Estado;
Estado moderno / transnacionais.
As regiões metropolitanas brasileiras polarizam redes de cidades fora dos limites territoriais de seus estados, fato este, entretanto exclusivo da região Centro-Sul, de maior desenvolvimento econômico do país.
A urbanização brasileira foi desde o seu início um processo alimentado, sobretudo, pelo aumento das taxas de fecundidade do país ao longo das últimas décadas.
A urbanização brasileira significou o acesso e a distribuição de bens de consumo e a melhoria do padrão de vida de forma igualitária, diferentemente do que ocorre com a população rural.
No Norte brasileiro, a maioria da população é considerada urbana.
Certo
Errado