Uma das marcas do Estado contemporâneo são as políticas
de desestatização, conhecidas amplamente como
“medidas neoliberais”. No Brasil, tal característica tem
seus efeitos territoriais, a despeito dos amplos programas
de concessão das rodovias federais e estaduais, com implicações
mais gerais sobre a circulação de pessoas e
mercadorias. Essas ações apontam para uma nova forma
de pensar o controle e o uso corporativo do território nacional.
Constitui um impacto dessas políticas governamentais
sobre o território:
A
regimes de concessão flexíveis com possibilidade de
revisão dos contratos em prazos superiores a duas
décadas, em favor das concessionárias.
B
regimes de parceria entre Estado e concessionária,
predominando os interesses coletivos pautados pela
gestão governamental.
C
regimes de concessão que expressam o poder das
empresas concessionárias com controle sobre a fluidez
territorial.
D
regimes de concessão rígidos em que prevalece o investimento
do setor privado na provisão de infraestrutura
sem contrapartida do Estado.