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Leia o trecho a seguir: “A multiplicidade das expedições científicas e militares traduzia a aventura dos tempos modernos. As associações científicas davam apoio às expedições, nos moldes da Associação Africana, fundada em Londres em 1788, com duplo objetivo: o de explorar a África, com a finalidade de descobrir e de revelar esse continente à cultura ocidental, e abrir novos domínios comerciais britânicos naquele continente.”. (LENCIONI, Sandra. A Geografia como Ciência e a Região como Objeto de Estudo. In: Região e Geografia. / Sandra Lencioni. 1999, Edusp, p. 74).
No cerne da origem do discurso geográfico, desenvolvido ao longo do século XIX, nota-se que:
Não há um discurso geográfico único, claramente definido, ainda mais quando nos referimos ao múltiplo contexto político e geopolítico do século XIX, com a crescente do fascismo, comunismo e anarquismo.
O discurso geográfico é fortemente atrelado às intenções políticas, sendo impossível sua desconexão, marcada, ao longo de todo o século XIX, principalmente com as instituições que asseguraram o projeto imperialista e colonialista europeu.
A Geografia tornou-se a ciência da localização dos recursos, auxiliar aos interesses políticos das elites agroindustriais emergentes no cenário europeu do século XXI, conforme argumenta Lencioni.
Os estudos interessados no território do continente africado levou à impulsão desmedida da economia do período, transformando as relações sociais, mormente desagregando os sistemas territoriais e regionais africanos e europeus, favorecendo o primeiro.