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Para Souza (1990), a nossa língua tem grande valor geográfico, pois traz nela enorme implicação no processo colonizatório. É o que explica, por exemplo, a utilização de nomes de produtos tropicais em expressões pejorativas, ao contrário de produtos de áreas temperadas com sentido de grande valor: “feijão com arroz” indica simplicidade ou falta de sofisticação; “firme como carvalho” indica tenacidade e valor. Expressões como essas, incorporadas à linguagem do colonizado, deixam clara a:
Demonstração da barbárie que uma sociedade sofre antes do domínio colonial.
Demonstração de poder que a língua tem quando passa a ser utilizada pela colônia.
Exploração social que um povo colonizado sofre, sem grandes alterações no vocabulário local.
Sua capacidade de irrelevância social que permite ao colonizado ser mais respeitado.
Sua descaracterização cultural e concordância inocente de uma exploração, que começa no desdém ou desvalorização.