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A ciência que estuda o registro magnético fóssil das rochas é o paleomagnetismo, e um dos instrumentos empregados nesses estudos é o magnetômetro, mediante o qual foram feitos levantamentos marinhos no século passado que permitiram o mapeamento da simetria da polaridade magnética das rochas, a partir das cordilheiras meso-oceânicas em direção aos continentes.
As florestas petrificadas dos sítios paleobotânicos do arenito Mata, nos municípios de Mata e São Pedro do Sul, no Rio Grande do Sul, representam importantes registros de lenhos fósseis silicificados: de pequeno até grande porte, com troncos gigantescos, consistem em formas gimnospérmicas relacionadas a coníferas, representando uma flora mesofírica, originadas por mudanças climáticas iniciadas na passagem do Meso-neotriássico.
Microfósseis foraminíferos são excelentes fósseis-guias, pois apresentam alto potencial de preservação, abundância em todos os ambientes geológicos e rápida taxa de evolução.
Na fossilização, fenômeno raro e seletivo, preservam-se as partes mais resistentes de organismos como conchas, carapaças, ossos, troncos, esporos e grãos de pólen. Os mais completos fósseis ocorrem quando os organismos são isolados lentamente das forças destrutivas da dinâmica externa, como, por exemplo, no soterramento lento por sedimentos grosseiros.
Os membros Crato e Romualdo, da Formação Santana, na bacia sedimentar do Araripe, importantes sítios paleontológicos do Brasil, compõem-se de calcários, intercalados a folhelhos, siltitos e arenitos depositados durante o período Cretáceo Inferior, com abundante registro fossilífero.
A paleontologia focaliza somente na datação das rochas a partir dos fósseis, enquanto a sedimentologia estuda os ambientes deposicionais.
Os fósseis vegetais e animais são marcadores de tempo geológico do tipo relativo, visto que não determinam com exatidão a idade da rocha.
A micropaleontologia se ocupa com o estudo de fósseis diminutos. Através de lupas e microscópios possantes, são estudados vários grupos de protozoários, metazoários e algas, habitantes de ambientes aquosos, além de pólen e esporos de vegetais superiores. Com relação a esses estudos micropaleontológicos, analise as afirmativas a seguir.
I - Os cocolitoforídeos são organismos fotossintetizantes que vivem na zona fótica e apresentam associações ricas e diversificadas no cinturão tropical e regiões offshore, onde as águas apresentam baixos teores de nutrientes.
II - Os ostracodes são predominantemente bentônicos e ocorrem em ambientes lacustres, transicionais e marinhos rasos e são amplamente utilizados na interpretação dos depósitos pré-rifte e rifte das bacias marginais brasileiras.
III - Foraminíferos bentônicos são encontrados desde o ambiente transicional ao hadal e são utilizados na interpretação paleoecológica e paleoambiental, quando não são corroídos na zona de compensação da calcita.
IV - Pólens e esporos são células reprodutoras de vegetais que, em sedimentos marinhos, são alóctones e, devido à grande dispersão, permitem correlações cronoestratigráficas entre depósitos formados em diferentes contextos ambientais.
É correto o que se afirma em
III, apenas.
IV, apenas.
I e II, apenas.
I, II e IV, apenas.
I, II, III e IV.
Em um biozoneamento feito com microfósseis a partir de amostras de calha, qual das biozonas abaixo evita o efeito de contaminação da amostra por desabamentos da parede do poço?
NACSN, AAPG Bull., 2005, p. 1575. Adaptado.
Amplitude Concorrente

Amplitude de Táxon

Assembleia

Intervalo Superior

Linhagem

Para a correlação direta entre estratos continentais e marinhos, qual grupo de microfósseis é indicado?
Ostracodes
Foraminíferos
Radiolários
Pólens e esporos
Quitinozoários
Foraminíferos são micro-organismos/microfósseis úteis na análise bioestratigráfica e paleoecológica, sendo que
são muito utilizados na bioestratigrafia da fase Rifte das bacias da margem continental.
são empregados com sucesso em estudos do Devoniano nas bacias sedimentares de interior cratônico brasileiras.
têm emprego bioestratigráfico em correlação de longas distâncias, devido à sua natureza bentônica.
ocorrem exclusivamente em ambientes marinhos abertos, devido à sua pouca tolerância à variação de salinidade.
ocorrem em paleoambientes marinhos desde que acima do CCD (Carbonate Compensation Depth), podendo acumular-se em vasas carbonáticas.
Unidades bioestratigráficas são definidas com base no conteúdo fossilífero, na maioria microfósseis, em rochas sedimentares e metassedimentares. Os seus representantes mais importantes são: foraminíferos, ostracodes, radiolários, silicoflagelados, diatomáceas, nanofósseis calcários e palinomorfos, entre outros. A esse respeito, analise as afirmativas abaixo.
I - Para definição de biozonas, buscam-se microfósseis que apresentem grande distribuição geográfica e que sejam cosmopolitas.
II - A zona de intervalo é uma biozona definida por biorizontes relacionados, principalmente, ao surgimento ou à extinção de entidades taxonômicas, e, secundariamente, a início e fim de acmes (predominância de um ou mais entidades taxonômicas).
III - A integração e correlação do zoneamento dos vários grupos microfósseis de uma bacia permite o controle temporal das cronocorrelações delineadas de uma área para outra.
IV - Microfósseis marinhos de hábito planctônico, assim como grãos de pólen e esporos, são inadequados para zoneamentos.
V - A bioestratigrafia possibilita o dimensionamento de hiatos envolvidos nas discordâncias erosivas que delimitam sequências.
Está correto APENAS o que se afirma em
IV e V.
I, II e IV.
I, III e V.
II, III e IV.
I, II, III e V.
Que microfósseis são adequados à interpretação paleoambiental respectivamente nas fases Pré-rifte, Rifte e Pós-rifte das bacias de margem continental?
Ostracodes, pólens e nanofósseis
Ostracodes, quitinozoários e foraminíferos
Pólens, foraminíferos e quitinozoários
Foraminíferos, ostracodes e quitinozoários
Foraminíferos, acritacas e nanofósseis
Assinale a opção que apresenta os achados fossilíferos no continente Gondwana, que foram a base para o desenvolvimento do pensamento da tectônica de placas, de acordo com a teoria da deriva continental.
Amonites e beleminites
Estromatolitos e lipidotos
Glossopteris e listrossauros
Glossopteris e trilobitas
Mesossauros e gliptodonte
Um geólogo, estudando um determinado intervalo estratigráfico de uma bacia de margem continental, observou, através de dados micropaleontológicos, da perfilagem geofísica e das seções sísmicas, que se trata de um trato de sistemas (1) caracterizado por uma geometria em cunha e sismofácies progradante, (2) que contém paleoambientes parálicos/costeiros no topo de um perfil de aumento da razão arenito:folhelho e (3) que se situa acima de depósitos turbidíticos. Nessas condições, conclui-se que o intervalo representa um Trato de Sistemas
Transgressivo (TST).
de Mar Alto (TSMA).
de Mar Baixo Inicial (TSMBi).
de Mar Baixo Final (TSMBf).
de Margem de Plataforma (TSMP).
Dentre os grupos de microfósseis, qual contém indivíduos (espécies) que podem ser usualmente encontrados tanto em camadas continentais quanto em camadas marinhas síncronas, apenas por motivos bioestratinômicos?
Pólens/esporos.
Quitinozoários.
Dinoflagelados.
Conodontes.
Cocolitoforídeos (nanofósseis).