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A globalização, segundo Octavio Ianni: “expressa um novo ciclo de expansão do capitalismo, como modo de produção e processo civilizatório de alcance mundial” (IANNI, Octavio. Globalização e nova ordem mundial. IN: REIS FILHO, Daniel A.; FERREIRA, Jorge e ZENHA, Celeste (org.). O Século XX: o tempo das dúvidas. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000, v. III, p. 207). Dentre as consequências desse processo sobre o Estado-Nação e sobre sua soberania nacional, pode-se afirmar que:
Verifica-se o fortalecimento do Estado-Nação, cada vez mais isolado e independente para tomar decisões estratégicas.
Constata-se o declínio do Estado-Nação e de sua soberania nacional, submetida a decisões provenientes de centros de poder regionais e mundiais.
O concerto das nações se manteve praticamente intacto, sem qualquer mudança significativa nas relações internacionais desde a Guerra Fria.
Os centros de decisões locais e regionais predominam diante das decisões mundiais, havendo uma tendência ao fortalecimento do Estado intervencionista e monopolista.