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Até recentemente, a hipótese mais aceita a respeito da ocupação do continente americano pelo homem era a de que a retração de geleiras no final da última glaciação, há pouco mais de 10 mil anos, formou um estreito de terra que ligava a Ásia à América do Norte, denominado de estreito de Bering. Por esse estreito, populações saídas da Sibéria chegaram ao local onde hoje é o Alasca há pelo menos 13 mil anos, data dos vestígios mais consolidados que indicam a ocupação humana no continente americano.
Os achados arqueológicos que corroboram a Teoria do estreito de Bering são:
Os estudos da pesquisadora Anna Roosevelt sobre Pedra Pintada, sítio localizado na cidade de Monte Alegre, Pará, que indicam a ocupação do homem na floresta amazônica por volta de 11.300 anos atrás
Os indícios da presença humana no Brasil, em Lagoa Santa, Minas Gerais, e no Boqueirão da Pedra Furada, em São Raimundo Nonato, Piauí, onde foram encontradas evidências remotas, anteriores a 10 mil anos.
Os registros encontrados no sítio arqueológico próximo à cidade de Clóvis, no Novo México, EUA, onde foram encontrados artefatos produzidos por pessoas que habitaram a região entre 10.500 e 11.400 anos atrás.