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Todavia, embora agora divididos pelas diferenças das condições locais, pelas nacionalidades e as classes, os movimentos revolucionários de 1830-1848 continuaram tendo muito em comum. Em primeiro lugar, como vimos, eles continuaram sendo em grande parte organizações minoritárias de conspiradores da classe média e intelectuais, frequentemente exilados ou limitados ao mundo relativamente pequeno dos letrados. (Quando as revoluções eclodiam, é claro, o povo comum vinha à cena por si mesmo. Dos 350 mortos na insurreição de Milão, em 1848, só cerca de uma dúzia eram estudantes, funcionários ou gente de famílias proprietárias de terras. Setenta e quatro eram mulheres e crianças, e o resto se constituía de artesãos ou trabalhadores.) Em segundo lugar, eles mantiveram um padrão comum de procedimento político, de ideias estratégicas e táticas etc, derivadas da experiência e da herança da Revolução de 1789, e um forte sentido de unidade internacional.
(Eric Hobsbawm, A era das revoluções – 1789-1848)
Segundo Eric Hobsbawm, as lutas sociais desse contexto foram
marcadas pela baixa participação da classe trabalhadora.
caracterizadas pela baixa adesão dos artesãos e operários.
predominantemente populares e inspiradas na Revolução Francesa.
marcadamente burguesas e defensoras da propriedade privada.
empreendidas por pequenos grupos insatisfeitos com a França do século XVIII.