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O princípio que, desde os tempos mais remotos da colonização, norteara a criação da riqueza no país não cessou de valer um só momento para a produção agrária. Todos queriam extrair do solo excessivos benefícios sem grandes sacrifícios. Ou, como já dizia o mais antigo dos nossos historiadores, queriam servir-se da terra, não como senhores, mas como usufrutuários, "só para a desfrutarem e a deixarem destruída"."
HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. - 27 ed - São Paulo: Companhia das Letras, 2014. Pp 60
O trecho de Sérgio Buarque de Holanda expõe a predominância da agroexportação no país, traço muito presente durante toda a história do Brasil, mas que teve início durante a administração colonial.
Sobre o período colonial brasileiro e os engenhos de açúcar na colônia, é correto o que se afirma em:
Existiam outras atividades econômicas no Brasil, além da exportação da cana de açúcar. A pecuária e as lavouras de cacau e café constituem um exemplo de outras atividades desenvolvidas durante o período colonial.
Até o final do século XVI, a escravidão indígena foi amplamente empregada nos engenhos de açúcar. Gradativamente, os engenhos foram introduzindo negros africanos escravizados.
A partir de 1530, a produção açucareira espalhou-se por todo o litoral da América Portuguesa, principalmente nas capitanias de Santana e São Vicente.
A sociedade do Brasil durante todo o período colonial era uma sociedade estática, no qual não existiam casos de ascensão social. Esse cenário só se modificou com a chegada da Família Real em 1808.
Formou-se, nas justificativas conquistadoras, um pacto entre a Metrópole e suas colônias chamado Negligência Salutar, pelo qual as relações mercantis só poderiam ocorrer com comerciantes dos seus reinos.