

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
"Desde o início as tropas de Toussaint se destacaram por sua disciplina e mobilidade. Ele próprio era um exescravo de cinquenta anos que trabalhara como cocheiro e veterinário. Aprendera a ler e escrever, adquirira uma propriedade pelo casamento e recebera muitas funções de responsabilidade do administrador da plantation Bréda, que já o tinha alforriado"
BLACKBURN, Robin. A queda do escravismo colonial: 1776 - 1848. Trad: Maria Beatriz de Medina. Rio de Janeiro / São Paulo: Editora Record, 2002.
O trecho acima se refere a Toussaint Louverture, ex-escravo, que se tornou o principal líder da primeira revolução de negros escravizados bem-sucedida.
Sobre a Revolução Haitiana podemos afirmar:
A Revolução Haitiana contou com a adesão de toda a população negra do Haiti, inclusive com o auxílio dos mulatos do sul da colônia que viram o levante como uma oportunidade de conquistar uma maior participação na política da ilha.
Outros Estados europeus interferiram na guerra de independência do Haiti, devido a interesses econômicos. Espanha, Inglaterra e Alemanha desejavam controlar a produção do açúcar haitiano que constituía a principal renda nacional.
A Revolução Francesa não influenciou a Revolução Haitiana, uma vez que a Revolução Francesa foi uma revolução burguesa e, com isso, demandava direitos totalmente opostos àqueles que foram requisitados em São Domingos.
O vodu, a religião dos escravos, foi um elemento cultural fundamental na Revolução, uma vez que desempenhou um papel aglutinador entre os negros de diversas etnias e, em conjunto com a própria língua créole, se tornou um símbolo nacional.
Toussaint Louverture possuía uma ideologia de completa aversão à Europa e, principalmente, à França. Além disso, tentou resgatar a cultura africana e valorizar a figura do negro, afirmando que estes deveriam ser a base da nova nação.