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“[...] é impossível negar que a ideia de superioridade em relação a um mundo de peles escuras situado em lugares remotos e sua dominação era autenticamente popular, beneficiando, assim, a política do imperialismo. [...] a sensação de superioridade que uniu os brancos ocidentais – ricos, classe média e pobres – não se deveu apenas ao fato de todos eles desfrutarem de privilégios de governantes, sobretudo quando efetivamente nas colônias. Em Dacar ou Mombaça, o mais modesto funcionário era um amo e era aceito como gentleman por pessoas que nem teriam notado sua existência em Paris ou Londres; o operário branco era um comandante de negros. [...]”
HOBSBAWM, Eric J. A era dos impérios (1875-1914). Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988. pp. 106-107.
A partir da leitura do trecho, é correto afirmar que o Imperialismo
demonstrou aos grupos populares que a superioridade do homem branco europeu, até então contestada localmente, era real, visto a dominação de peles escuras em lugares remotos do mundo.
era um dos fatores de orgulho nacional quando ressaltava a crença na superioridade de ser branco e ainda dava destaque, nas colônias, a pessoas socialmente insignificantes na Europa.
foi assimilado por grupos sociais subalternos da Europa por verem, na emigração, a possibilidade de ascensão social ao ocupar lugares e papeis de reconhecimento nas colônias.
significou um movimento que, na disputa com outros países europeus, eliminou as diferenças sociais internas, criando um clamor patriótico sob a bandeira e símbolos nacionais.