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Considere o texto:
[...] Em primeiro lugar, os comerciantes precisavam controlar e comercializar toda a produção dos artesãos, com o intuito de reduzir ao mínimo as práticas de desvios dessa produção. Além disso, era do interesse desses comerciantes a maximização da produção através do aumento do número de horas de trabalho e o aumento da velocidade e do ritmo de trabalho. Um terceiro ponto importante era o controle da inovação tecnológica para que ela só pudesse ser aplicada no sentido de acumulação capitalista; e, por último, a fábrica criava uma organização da produção que tornava imprescindível a figura do empresário capitalista.
(DECCA, Edgar. O nascimento das fábricas. São Paulo: Brasiliense, 1982, p. 24. (Coleção Tudo é história))
O autor analisa um momento crucial no estabelecimento do sistema de fábrica, no desenrolar da Revolução Industrial inglesa: a transformação do artesão em operário.
Sobre o assunto, é correto afirmar que
essa mudança foi operada pelos capitalistas, resultando na reorganização da produção que retirou do artesão sua autonomia e seu conhecimento, ao mesmo tempo em que criou para os capitalistas um papel indispensável no sistema.
essa alteração no processo de trabalho foi impulsionada pelo aumento da interferência do Estado na regulamentação da jornada de trabalho, salário e incentivo para a criação de uma estrutura sindical de trabalhadores.
esse fato estimulou o ideal socialista da propriedade privada, tornando a vida do homem moderno uma constante busca de riqueza e de igualdade social e política por meio da apropriação social das inovações tecnológicas.
esse fenômeno possibilitou a melhoria nas condições de vida do operariado nas fábricas, redução das jornadas de trabalho e a organização do mercado de trabalho que assegurou o emprego a todo trabalhador qualificado.
essa transformação foi responsável pela ascensão social dos artesãos, que reuniram seus capitais e suas ferramentas em oficinas ou domicílios rurais dispersos, aumentando, assim, os núcleos domésticos de produção.