

Seu próximo nível começa aqui
Seu desenvolvimento não pode ter limites. Garanta sua Assinatura Ilimitada e libere uma preparação completa com os melhores professores do Brasil.
O rei tem em si dois corpos, a saber, um corpo natural e um corpo político. Seu corpo natural é um corpo mortal, sujeito a todas as enfermidades que ocorrem por natureza ou acidente, à imbecilidade da infância ou da velhice e a defeitos similares que ocorrem aos corpos naturais das outras pessoas. Mas seu corpo político é um corpo que não pode ser visto ou tocado, composto de política e governo, e constituído para a condição do povo e para a administração do bem-estar público, e esse corpo é extremamente vazio de infância e velhice e de outros defeitos e imbecilidades naturais, a que o corpo natural está sujeito, e, devido a esta causa, o que o Rei fez em seu corpo político não pode ser invalidado ou frustrado por qualquer incapacidade em seu corpo natural.
PLOWDEN, E. Os dois corpos do rei. São Paulo: Cia das Letras, 1998, p. 21 .
Com o poder real respeitado e a administração fortalecida pela organização estatal, pensadores dedicaram-se a estudar a natureza do poder político dos monarcas. Entre as teses elaboradas, destaca-se a defesa da:
vontade geral, ou seja, a autoridade do monarca sendo confirmada através de consultas populares e plebiscitos.
supremacia da autoridade do monarca sobre a estrutura estatal , cujas instituições permaneceriam fracas.
autoridade do monarca estar acima de tudo e qualquer órgão ou lei, à exceção do poder papal.
autoridade absoluta do soberano sobre seus governados e sobre as leis, pressupondo a origem divina do poder.
submissão da autoridade do monarca à Igreja Católica, sendo esta a expressão verdadeira do centralismo político.