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“Os números não são precisos, mas estima-se que, entre o século XVI e meados do século XIX, mais de 11 milhões de homens, mulheres e crianças africanos foram transportados para as Américas. Esse número não inclui os que não conseguiram sobreviver ao processo violento de captura na África e aos rigores da grande travessia atlântica.”
(Fonte: Wlamyra R. de Albuquerque; Walter Fraga Filho. Uma história do negro no Brasil. Salvador: Centro de Estudos Afro-Orientais; Brasília: Fundação Cultural Palmares, 2006, p. 39).
Considerando o enunciado acima e também os conhecimentos sobre o tema em questão, pode-se afirmar:
No Brasil, a escravidão foi exclusivamente africana, pois princípios religiosos impediram que os povos indígenas fossem submetidos ao trabalho forçado pelos colonizadores em terras brasileiras.
Ao proporcionar grandes lucros para comerciantes portugueses e brasileiros, o tráfico legal de escravos africanos para o Brasil perdurou até 1871, quando foi definitivamente abolido.
Diferente de outras regiões das Américas, o Brasil importou apenas escravos africanos de mesma origem étnica, geográfica e cultural, como estratégia para evitar possíveis revoltas escravas.
O tráfico de escravos foi a principal forma de reposição da mão de obra no Brasil. Grande parte dos escravos africanos, oriundos do tráfico transatlântico para as Américas, desembarcou nos portos brasileiros.
Já no século XVII, nos primórdios da Revolução Industrial, a campanha britânica de abolição do tráfico pressionou o governo brasileiro para suspender o comércio transatlântico de escravos africanos.