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Depois de 1830, na Europa, houve uma tendência de mudança nos movimentos sociais que lutavam para empreender a Revolução Burguesa e a consequente imposição dos valores liberais. Pode-se caracterizar tal mudança de rumo da seguinte maneira:
os movimentos liberais, que antes eram predominantemente nacionalistas, tornaram-se cada vez mais internacionalistas, com fortes tendências a um internacionalismo proletário de viés socialista
o franco nacionalismo passou a imperar, cada vez mais intensamente, e desarticulou completamente os ideais liberais, que persistiram somente como fachada para interesses cada vez mais xenófobos
os movimentos sociais liberais evoluíram para novas formas de pensar a sociedade, com ênfase na questão social, e o socialismo utópico se impôs como o modelo dominante de pensamento político, dando origem a um novo tipo de radicalização internacionalista, chamada por Hobsbawm de “movimentos nacionalistas conscientes”
passou a haver a defesa, de fato um retorno, a algum tipo de liberalismo de esquerda, em formato próximo ao dos jacobinos mais radicais, mas, dessa vez, acima dos ideais de nação, demonstrando que tanto a alta burguesia quanto a aristocracia eram forças nacionalistas
o movimento geral internacional em favor das revoluções burguesas tendeu a se fragmentar na direção de interesses nacionais particulares, dando origem ao que Eric Hobsbawm denomina de “movimentos nacionalistas conscientes”